Dicas para o teste físico: Polícia Federal

Os concurseiros que querem entrar na Polícia Federal precisam de muito mais do que estudo, livros e simulados de prova, pois esse é um dos concursos que exige um teste físico. Preparar-se para esse teste, ganhando a resistência e o condicionamento exigidos, é tão crucial quanto se preparar para uma prova escrita. Veja no texto de hoje nossas dicas para passar no tão temido teste físico da Polícia Federal!

O que é avaliado no teste físico da Polícia Federal?

No último edital, o teste físico da Polícia Federal pediu quatro tipos de exercícios de seus concorrentes:

  • Flexão de cotovelo na barra fixa, para homens, e contração isométrica na barra fixa, para mulheres;
  • Salto de impulsão horizontal;
  • Natação;
  • Corrida de resistência.

Existe a possibilidade de que, no próximo exame, sejam exigidos exercícios diferentes, ou que troquem o tempo das provas. Por isso, ficar sempre de olho no edital é essencial para o concurseiro.

Vamos nos basear nos quatro exercícios que foram pedidos no último edital para dar algumas dicas de treino que podem facilitar a execução desses movimentos e aumentar sua resistência física para o dia do teste.

Confira abaixo o que você pode fazer para ter sucesso no teste físico da Polícia Federal!

Aquecimento

teste físico da Polícia Federal

Aquecer o corpo antes de qualquer exercício físico é uma forma de preparar seu organismo, diminuir o déficit de oxigênio e evitar o desgaste físico excessivo durante o teste. Você pode fazer de 5 a 10 minutos de um exercício mais simples, como uma corrida, caminhada rápida ou polichinelos.

Exercícios na barra fixa

Atenção: esse é o único exercício do teste físico da Polícia Federal que é diferente para homens e mulheres.

A maioria das pessoas não tem uma barra fixa em casa, mas você pode treinar na academia, se costuma frequentar uma, ou em aparelhos de ginástica públicos, que ficam em praças e praias. A barra fixa é facilmente encontrada em lugares assim.

A melhor dica para os homens, que devem fazer flexão de cotovelo na barra, esticando todo o cotovelo e então flexionando até o queixo passar da barra, é treinar por exaustão.

Em outras palavras, tente fazer 3 séries com o máximo de repetições que conseguir, puxando seu corpo o máximo possível. No dia da prova, serão eliminados os candidatos que não conseguirem completar pelo menos 3 repetições.

As mulheres, por outro lado, devem fazer contração isométrica – ou seja, permanecerem penduradas na barra pelo maior tempo possível. Procure treinar até a exaustão também, dando um espaço de tempo maior entre uma série e outra.

No dia da prova, serão eliminadas as candidatas que não conseguirem se sustentar por, pelo menos, 15 segundos.

O treino de barra fixa costuma ser mais difícil e, por isso, é normal que você não consiga fazer muitas repetições nas primeiras vezes. Peça a ajuda de um amigo ou um instrutor para auxiliá-lo, segurando seus pés, por exemplo, para diminuir a força necessária.

O importante é que, quanto mais você treinar, mais flexões de cotovelo, ou mais tempo de contração isométrica, vai conseguir fazer na hora do teste físico.

Salto de impulsão horizontal

O melhor jeito de treinar o salto de impulsão horizontal é fortalecendo a musculatura das pernas. Exercícios que fortaleçam os quadríceps, especialmente, são os que farão mais diferença na hora do teste físico da Polícia Federal.

Um exemplo de exercício simples para fortalecer esses músculos é o agachamento. Mantendo a coluna reta e os pés afastados na mesma linha do ombro, você faz um movimento como se fosse sentar, não deixando os joelhos passarem da linha dos pés.

O salto de impulsão não tem muito mistério: você pode treiná-lo com uma barreira, saltando de um lado para o outro. Se quiser aumentar a dificuldade, suba a barreira ao longo do tempo.

Natação

Como muitas pessoas não sabem nadar, essa é uma das provas que mais assustam no teste físico da Polícia Federal.

Se esse for o seu caso, comece aprendendo a dar pernadas e braçadas segurando a borda da piscina ou com uma prancha. A flutuação pode ser aprendida usando uma boia ou macarrão de piscina. Mas não faça nada arriscado: nos primeiros dias, treine com alguém que saiba nadar. Se for preciso, entre em uma aula de natação para iniciantes.

Quem já sabe nadar e só precisa melhorar o desempenho só precisa treinar com frequência, tentando melhorar seu tempo a cada série. Faça treinos de 3 séries de 50 metros, que é a distância pedida na prova, cronometrando seu tempo.

Corrida de resistência

Os treinos de resistência aeróbica devem ser feitos com uma distância previamente determinada, intercalando as intensidades da corrida – leve, moderada ou intensa.

É comum que, no começo, você não consiga correr por muito tempo. Nesse caso, mude sua velocidade até chegar a uma caminhada moderada e, quando estiver se recuperando, volte a correr.

Quando seu condicionamento começar a melhorar, faça corridas intervaladas, intercalando entre uma volta de corrida moderada e outra de corrida leve até conseguir correr com mais velocidade.

Tenha em mente que, no dia da prova, serão dados 12 minutos para que você corra a maior distância que conseguir. Por isso, monitore seu desempenho com base na distância por minuto.

Recomenda-se que a corrida seja praticada ao ar livre, como será na prova, e não na esteira.

Alongamento

teste físico: Polícia Federal

O alongamento não apenas aumenta a flexibilidade dos músculos, o que melhora a amplitude dos movimentos e aumenta o desempenho nos exercícios, mas também ajuda na recuperação dos músculos e evita lesões depois do treino.

Quando terminar suas séries, alongue todo o corpo, dando uma atenção especial para o grupo muscular mais exercitado – como os braços, depois da barra fixa, ou as pernas, depois do salto e da corrida.

Dicas gerais: como garantir um bom desempenho no teste físico da Polícia Federal?

Agora que você já sabe como treinar os exercícios específicos do teste físico da Polícia Federal, temos algumas dicas gerais de como se preparar para estar na melhor forma física possível e ter sucesso nesse exame.

Descanse

Não pratique todos os dias. O descanso é fundamental tanto para o corpo, que precisa se recuperar de todo o esforço físico, quanto para a mente, que não pode se ocupar exclusivamente disso.

Acompanhe seu desempenho

Anote o seu desempenho em cada um dos exercícios – o quanto você consegue saltar, quanto tempo consegue ficar na barra, quanto tempo consegue nadar e correr, etc. Vá monitorando seu progresso ao longo das semanas.

Consulte seu médico

Nenhuma atividade física deve ser feita sem uma avaliação médica. Um profissional pode indicar o que você pode ou não fazer e como se prevenir para não sofrer lesões.

Além disso, no dia do teste, você deve apresentar um atestado médico garantindo que você está apto a realizar atividades físicas.

Tenha tempo

Não adianta começar a treinar para o teste físico uma semana antes da prova. Procure começar com, pelo menos, 3 meses de antecedência, especialmente se você não costuma praticar exercícios.

Escolha seu terreno

Procure treinar em lugares parecidos com o da prova – se não todos os dias, ao menos uma ou duas vezes por semana. Cada terreno tem suas dificuldades específicas, e as condições de uma pista de corrida são diferentes das condições de uma academia.

Não se sabote

Metas mirabolantes e pensamentos negativos são dois grandes sabotadores do teste físico da Polícia Federal. Estabeleça alguns objetivos concretos e mais fáceis de atingir. Aos poucos, aumente a dificuldade. Disciplina e consistência são o que você precisa para continuar no caminho do sucesso.

Esqueça o discurso “sem dor, sem ganho”

Muitas pessoas que entram no mundo fitness acreditam que “sem dor, sem ganho” (no pain, no gain), mas esse discurso pode levar a lesões graves. Se você estiver sentindo muita dor, pare de fazer o exercício e procure ajuda.

Lembre-se que o teste físico da Polícia Federal é como qualquer prova e que você precisa confiar em si mesmo e no seu treinamento no dia do exame. Força de vontade e segurança podem levá-lo longe!

teste físico: Polícia Federal

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Estudar para concurso público: por onde começar e como me preparar?

Os bons salários, a estabilidade e os direitos trabalhistas mais do que garantidos são alguns dos atrativos da carreira pública. Se você decidiu abandonar a iniciativa privada, deve estar se perguntando como estudar para concurso público: por onde começar?

Em um universo onde há pessoas estudando há anos, é normal sentir-se perdido e não saber como ingressar nessa jornada.

Certamente, suas principais dúvidas estão em torno do melhor certame a ser prestado, sobre como escolher materiais e, é claro, como estudar de maneira eficiente.

Entretanto, é fato que não existe uma fórmula mágica ou uma regra que seja válida para qualquer pessoa ser aprovada em um concurso público.

Contudo, algumas dicas podem te ajudar a aproveitar ainda mais o tempo dedicado aos estudos para concursos e, assim, revolucionar sua vida profissional de uma vez por todas.

Pensando nisso, separei algumas dicas indispensáveis para que iniciantes consigam obter um bom desempenho no mundo dos concursos. Continue a leitura!

Escolha uma área de estudo para concursos públicos

Antes de você colocar a mão na massa, escolha a área de concurso que você deseja prestar.

Isso é importante porque os editais de concurso exigem conhecimentos em disciplinas específicas. Logo, é fundamental que você estude direcionado para o seu objetivo.

São muitas as áreas de estudos para concursos. Portanto, escolha a ideal considerando sua vocação, o salário e a localidade.

Confira as principais áreas de estudo para concursos:

Área Bancária

Neste caso, tratamos especificamente do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, porque as atividades a serem exercidas são muito parecidas e a preparação é basicamente a mesma.

Para prestar um concurso da área bancária, é necessário ter ensino médio completo. O concurso, em geral, apresenta menor nível de dificuldade e oferece boa estabilidade financeira.

Entre as atribuições, está o atendimento ao público, comercialização de produtos e serviços, redação de correspondências, uso de sistemas informatizados do banco e realização de outras tarefas administrativas.

Controle

A preparação para concursos na área de Controle, em geral, envolve as matérias de controle externo e auditoria governamental. Também é necessário aprofundar o estudo de AFO (Administração Financeira e Orçamentária) e Administração.

Os concursos mais famosos dessa área são:

  • Tribunal de Contas da União (TCU)
  • Tribunais de Contas Estaduais;
  • Os seis tribunais municipais de contas existentes no Brasil;
  • Controladoria Geral da União (CGU);
  • Secretaria do Tesouro Nacional (STN).

Em geral, os concursos da área de Controle são difíceis e exigem muita dedicação e estudo. O nível de dificuldade do TCU, por exemplo, é superior a quase todos os certames da área fiscal, talvez todos.

Os concursos da área de Controle, em geral, aceitam inscritos que possuem qualquer nível superior. Além disso, muitos aceitam também a formação em tecnólogo.

Nessa área, o servidor de nível superior cuidará da verificação de receitas e despesas públicas e da adequada gestão orçamentária, financeira e patrimonial de determinados órgãos e entidades.

Fiscal

A área fiscal é muito procurada por quem decide prestar concursos públicos, em razão do bom nível salarial oferecido.

Estudar para esse tipo de concurso envolve dedicação às questões contábeis e de exatas, que são, naturalmente, mais difíceis e trabalhosas.

As oportunidades estão no âmbito federal (Receita Federal e Auditor-Fiscal do Trabalho), nos estados (ICMS) e municípios (ISS), o que amplia bastante o número de editais.

As atribuições dos cargos são similares, resguardadas as peculiaridades de cada tributo.

Entre as atribuições da área fiscal, está examinar a contabilidade de empresas, verificando a sua adequação à legislação pertinente, atuar em processos administrativos-fiscais e orientar o contribuinte em dúvidas quanto à legislação tributária e aos procedimentos relacionados à sua atividade.

Para os cargos de analista e auditor da Receita Federal os interessados deverão ter nível superior em qualquer área, incluindo tecnólogos, assim como é exigido para quase todos os fiscos estaduais e municipais.

Carreiras Policiais

Para quem deseja servir ao Estado de uma forma mais dinâmica, há as carreiras nos órgãos policiais do Brasil.

Há cargos em diversos segmentos, como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias civis e militares dos Estados e do DF.

Algumas preparações, como para a Polícia Federal, são mais complexas do que outras. Os salários, em geral, são proporcionais ao nível de exigência de cada cargo.

Também é típico da área que o candidato aprovado passe por um curso de formação antes de iniciar suas atividades.

A Polícia Federal é um dos concursos mais almejados da área, com vagas para agente, escrivão, papiloscopista, delegado e perito.

Gestão

A área de gestão envolve os certames das 11 agências reguladoras brasileiras. Entre as mais famosas, podemos citar:

  • Agência Nacional do Cinema (Ancine);
  • Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel);
  • Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ainda estão incluídos nessa área os concursos do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão (MPOG) e do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

Assim como na área fiscal, o pré-requisito pode variar. Em geral, há cargos de nível médio e de nível superior, podendo ser exigida formação específica.

Tribunais

Apesar de haver diversos tipos de tribunais (TJ, TRE, TRT, TRF, além dos superiores), você pode dedicar-se a uma preparação que inclua as principais matérias e depois, na proximidade de publicação do edital, acrescentar as específicas daquele tribunal.

Além disso, matérias como Direito do Trabalho, Direito Processual e Direito Civil podem ser encontradas facilmente nos editais de alguns dos seguintes tribunais:

  • Tribunais Regionais do Trabalho;
  • Tribunal de Justiça dos estados;
  • Tribunal Superior Eleitoral;
  • Tribunais Regionais Federais.

Os certames da área, em geral, exigem formação de nível médio ou superior. As atribuições dos cargos consistem na execução de tarefas relacionadas à movimentação e guarda de processos e documentos, prestação de apoio técnico e administrativo às atribuições da unidade e, em alguns casos, atendimento ao público.

Jurídicos

A área jurídica envolve cargos específicos para graduados em Direito. Nessa área, estão os concursos para Delegado, Defensor Público, Procurador do Estado ou Município, Procurador do Ministério da República e Juiz.

Muitos desses cargos são boas escolhas para graduandos em Direito que pensam em seguir a carreira pública.

Escolhida a área, tenha foco!

Se você tem dúvidas sobre como estudar para concurso público e por onde começar, saiba que definida a área, você precisa ter o máximo de foco e aprender tudo sobre ela.

Evite, portanto, ser o que eu chamo de concurseiro “metralhadora giratória”, ou seja, que em um mês está estudando para os Tribunais, depois para a área fiscal, posteriormente para a PF.

Trocar de área constantemente é uma postura extremamente prejudicial para o alcance da aprovação. Afinal, você sempre estará atrás de pessoas focadas que, há muitos anos, estão acumulando conhecimento para a área em que você se encontra no momento.

Neste outro artigo aqui do blog, sobre mudanças de áreas de concurso, Fernando Mesquita alertou que a troca constante é um grande erro pois  “você não constrói capital intelectual o suficiente para passar em uma prova”.

Assim sendo, quanto mais você estuda para uma área, mais você aprende e maior é a probabilidade de retorno.

Se você ainda tem dúvidas entre as mais diversas opções, pegue informações com quem já estuda sobre as particularidades da área, converse com profissionais e procure dicas no Youtube, por exemplo.

Tome cuidado com conselhos de aprovados há muito tempo

Conselhos sobre as áreas, cargos e materiais para estudar para o concursos são dicas mais facilmente obtidas com concurseiros que estão estudando há mais tempo para a área ou pessoas aprovadas mais recentemente.

Em geral, tome cuidado para pedir informação para pessoas que trabalham na área e foram aprovadas há 10 anos ou mais.

Pois, dificilmente as provas atuais terão o mesmo conteúdo e estilo hoje. Além disso, os materiais estão mais atualizados e dinâmicos atualmente.

A regra só não vale para aprovados há mais de 10 anos que se mantêm atualizados no mundo dos concursos, como eu, por exemplo!

Estudar para concurso público: por onde começar? Certamente, não pelo edital!

Escolhida a área e o certame, saiba que uma das lições mais valiosas para quem está começando a estudar para concursos públicos, é não esperar o edital ser publicado.

Em suma, você não deve esperar porque o tempo entre a publicação do edital e a prova é curto – em torno de dois meses – e muitas matérias precisam ser vistas.

Além disso, muitos concorrentes já estão estudando há anos, logo, se você esperar mais para absorver conteúdo, dificilmente conquistará o tão sonhado cargo.

Quais são os melhores materiais para estudar para concurso público?

Se há uma boa resposta para a dúvida “estudar para concurso público: por onde começar?”, é escolher materiais de qualidade.

Enfim, se você está perdido e não tem um norte sobre quais conteúdos deve absorver, é melhor ficar esperto para alguns aspectos!

Fuja sempre da opinião de universitários!

Você, por exemplo, decidiu prestar um concurso da área fiscal e, por isso, precisará estudar Contabilidade.

Primeiramente, é comum que os familiares tentem ajudar. Aí você pode ter um primo que cursa Ciências Contábeis. Ele poderá querer te indicar um bom livro na área. Parece bacana, não é?

No entanto, essa não é a melhor opção, meu amigo! Livros acadêmicos são bem diferentes de livros dedicados à preparação de concursos.

Portanto, você precisa estudar por livros e PDFs voltados para a preparação para concursos públicos.

Por que apostar no PDF?

Os materiais em PDF, em geral, combinam conteúdo de vários livros de maneira sintética, concentrando-se nos assuntos mais cobrados nos concursos.

Além disso, é possível imprimir os textos, caso você prefira estudar longe do computador.

Há vários sites que sempre disponibilizam um compilado de conteúdos valiosos para os certames em PDF, como o Estratégia Concursos, Ponto dos Concursos e Exponencial Concursos.

Alex, há livros que você possa me indicar?

Eventualmente, por conta da minha experiência com concursos, recebo diversos pedidos de indicação de livros para estudar.

No entanto, eu só tomo a liberdade de indicar materiais das áreas Fiscal e Policial, pois tenho maior domínio.

Portanto, indico você baixar, gratuitamente, a Bibliografia da Área Fiscal e a Bibliografia para Concursos Policiais, disponibilizada gratuitamente no site do Método de Estudo.

Para outras áreas, reforço que você deve buscar especialistas, profissionais e concurseiros da área para trocar ideias.

Aprenda a estudar para concursos públicos

Acima de tudo, saiba que estudar para concursos é bem diferente do que estudar para o vestibular.

É necessário desenvolver o próprio método de estudo, bem como ter um compromisso constante com os livros.

Dessa forma, assista a vídeos de mentores de concursos, leia livros de preparação – aproveito para indicar o meu livro, Como Estudar Para Concursos.

Hoje, passar em concursos não é brincadeira! Afinal, são cada vez menos vagas, estão mais concorridos e as médias para passar estão aumentando demasiadamente.

Afinal, a disponibilidade de materiais é maior, bem como a qualificação dos professores no mercado e porque há muitas videoaulas.

Portanto, busque o estudo supervisionado e direcionado para o seu certame. Aqui no Método de Estudo ofereço a Liga da Aprovação, com métodos de estudo direcionados para concursos fiscais e policiais.

Quanto aos recursos financeiros, destine suas economias para pagar inscrições, passagens para as cidades onde for prestar o certame e, principalmente, investir em materiais de qualidade.

Lembre-se: dificilmente a aprovação virá antes de um ano

Primeiramente, de forma alguma quero desanimá-lo, colega. Contudo, desejo alertá-lo sobre a responsabilidade e a grandeza da jornada que você deverá enfrentar quando decide se tornar concursando.

Entenda que, na maioria das vezes, a aprovação em um concurso público vem apenas depois de anos de estudo.

Logo, respondendo à pergunta “estudar para concurso público: por onde começar?”, saiba que você deve, antes de tudo, começar com uma preparação psicológica para lidar com eventuais frustrações nas primeiras tentativas e, também, prevenir-se financeiramente para se manter durante os anos de estudo.

Em suma, começar a estudar para concursos públicos exige muita consciência, firmeza e vocação, bem como capacidade de resiliência.

No entanto, com dedicação, métodos certos e disciplina, é possível alcançar a aprovação e conquistar uma vida profissional estável.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Qual é o melhor horário para estudar para concursos públicos?

Estudar é mais uma das atividades em que focar na eficiência é mais benéfico do que na quantidade. Portanto, para ter um bom desempenho nos estudos é necessário estar ativo e disposto – por isso, muitos concursandos se perguntam qual é o melhor horário para estudar.

Estudar durante o dia ou aproveitar a calmaria da noite para encarar os livros? É necessário “virar a noite estudando” com a proximidade da prova?

São muitas as questões envolvidas na escolha do melhor horário para estudar. Mas, principalmente, essa é uma questão que deverá levar em conta o seu bem-estar e, também, seus costumes.

Para ajudar a responder essa dúvida, convidei o meu amigo Gerson Aragão. Continue a leitura!

Cada pessoa possui um melhor horário para estudar

A primeira ponderação que Gerson faz é que existem bons horários para estudar, mas que variam de acordo com cada pessoa.

Cada um possui um ritmo biológico, assim como hábitos de sono específicos e rotina própria.

Essas coisas devem ser levadas em consideração na hora de definir o horário de estudo, já que, cientificamente, não há nenhuma prova de que exista um horário ideal para os estudos.

“Cada pessoa tem o melhor horário para estudar. Isso é algo que a gente tem que descobrir, tem que ter uma autoavaliação e autoconhecimento”, enfatiza Gerson Aragão.

Assim sendo, não há expressamente um melhor horário para estudar. Entretanto, pessoas mais descansadas tendem a obter um desempenho melhor frente aos livros.

De acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, dez dias dormindo 6 horas causa o mesmo efeito na sua cognição do que passar uma noite inteira acordado: diminui reflexos e velocidade de reação e atrapalha até a capacidade de interpretar textos.

Logo, possivelmente o melhor horário para estudar para concursos públicos é aquele em que você se encontra mais descansado.

Segundo Gerson Aragão, os seus horários de melhor desempenho eram aqueles em que ele se sentia plenamente descansado.

“Eu, por exemplo, descobri que quando eu estava com a mente mais descansada, era o melhor momento para eu estudar. Houve  uma época em que eu trabalhei à tarde, logo, a minha mente estava descansada pela manhã e, neste horário, eu obtinha um melhor rendimento”, destaca Gerson.

Ele ressalta, ainda, que quando tinha compromissos pela manhã e precisava estudar à noite, os breves cochilos ajudavam a descansar a mente e potencializar os estudos.

Um cochilo pode potencializar o aprendizado

Dormir um pouco pode ser o melhor remédio para o baixo desempenho resultante do cansaço.

Eu, Alex, sempre rendi melhor durante a noite. Em geral, eu chegava do meu trabalho às 18h e dormia de 20 minutos a 1 hora antes de estudar.

Se você não trabalha, experimente fazer uma sesta, ou seja, repousar após o almoço por 30 minutos. Se você for estudar durante à tarde, é possível que seu desempenho seja amplificado.

Se você tem apenas o período da noite para estudar e, assim como eu, chega muito cansado do trabalho, permita-se tirar um cochilo antes de começar a estudar e experimente estender os estudos até o início da madrugada.

Trabalho o dia todo e me sinto cansado à noite. E agora, como estudar?

Se você trabalha o dia todo e tem as noites para estudar, mas sente-se exausto neste horário, que tal experimentar madrugar? Pode ser que seu desempenho seja melhor pela manhã.

Essa é uma alternativa que conheci por meio de um amigo concursando e que funcionava muito bem para o organismo dele, o saudoso Deme.

Tente chegar do trabalho, tomar banho, jantar e pegar no sono às 20h. Dessa forma, programe o despertador para tocar às 2h ou 3h da manhã e estude até o amanhecer.

Em geral, nos primeiros dias, você não conseguirá pegar no sono às 20h, mas aos poucos você conseguirá adaptar seu organismo a essa rotina e verificar se esse método funciona para você.

Dedique o tempo mais descansado às disciplinas difíceis

É claro que trabalhar e estudar ao mesmo tempo é uma jornada árdua e que, muitas vezes, fará você se sentir mais cansado.

Pensando nisso, a fim de aproveitar ao máximo a sua disposição e melhor horário para estudar, dedique o tempo mais descansado às disciplinas que você tem maior dificuldade.

Afinal, dentre as matérias que você tem para estudar, sempre tem aquelas que você tem mais aptidão e aquelas que você não gosta. Além disso, outras você se encontra em fase de revisão e, em parte delas, ainda está aprendendo teoria.

Assim sendo, se você dedicar os horários mais “descansados” para a teoria e aos conteúdos de mais dificuldade, certamente seu desempenho será melhor.

Logo, nos momentos de menos disposição, prefira assistir a videoaulas, resolver exercícios e fazer revisões.

Aproveite a hora do almoço

Se você trabalha, a hora do almoço também pode render bons minutos de estudo! Busque almoçar o mais perto possível do trabalho e reserve pelo menos meia hora de estudo.

Em um ano, estudando trinta minutos durante o almoço, de segunda a sexta, você acumulará mais de 100 horas de HBCs.

Aproveite os tempos de trajeto e o tempo ocioso

Para otimizar seu tempo de estudo, utilize o tempo gasto no trajeto casa/trabalho para acompanhar vídeos (se utilizar ônibus ou metrô) e áudios (se utilizar o seu carro) no seu smartphone.

Além disso, tenha sempre em mãos um resumo ou uma lista de fórmulas matemáticas, por exemplo, para ler enquanto está esperando na fila do banco ou na sala de espera do médico.

Tente aproveitar o tempo gasto com o trânsito

Se você trabalha até 17h ou 18h, e depois perde uma hora ou mais voltando para casa, devido ao rush, estude próximo ao seu trabalho.

Assim sendo, tente arrumar uma sala vazia ou uma biblioteca e estude até o trânsito diminuir consideravelmente.

Assim você estudará com cabeça menos cansada e poderá render por mais tempo.

Dia vs. noite: quais são as vantagens e desvantagens de cada período?

Definir o seu melhor horário para estudar pode ser uma decisão influenciada, também, pelos períodos do dia.

Isso porque cada etapa do dia possui um ritmo diferente, que pode afetar a sua concentração.

Assim sendo, vamos apresentar as principais vantagens de estudar durante o dia e à noite.

Estudando durante o dia

A maior vantagem da manhã é, assim como o Gerson ressaltou, a mente descansada.

Após uma boa noite de sono, a energia e o foco estão em alta e a capacidade de absorver conteúdo e se concentrar também.

Outro benefício que o estudo diurno traz é a iluminação natural. Ao contrário da luz artificial, ela não cansa os olhos e oferece maior conforto visual na hora da leitura.

Durante o dia, também é mais fácil entrar em contato com colegas e professores em caso de dúvidas e questionamentos.

Estudando durante à noite

Quem estuda mais tarde da noite têm garantidos na maioria das vezes, a tranquilidade e o silêncio. Exceto, é claro, se você morar em locais movimentados.

O período também tem menos distrações. Afinal, as redes sociais estão mais calmas e a maioria dos seus amigos estão dormindo.

Além disso, outro benefício de estudar à noite é a temperatura. Em alguns lugares, ela fica mais amena, oferecendo mais conforto e disposição.

No entanto, o período noturno também tem suas desvantagens. É preciso tomar cuidado com a saúde dos olhos. A luz artificial pode cansar a visão e comprometer seu rendimento.

Em resumo, encontrar o melhor horário para estudar depende do conhecimento pessoal e da adequação da rotina.

Assim sendo, faça experimentações e escolha o período de maior rendimento. Em seguida, mantenha-se fiel a ele, assim o corpo se adequará mais facilmente.

Gerson ainda alerta que, se você trabalha e sente que não consegue estudar no seu melhor horário, saiba que muitas das vezes melhorar a organização dos estudos ajuda muito.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Quando mudar de área de estudo para concursos públicos?

A história é recorrente entre muitos concursandos: você está há meses estudando para um determinado concurso e, muitas vezes, o edital não vem ou quando há prova, você não alcança a aprovação. Em seguida, você coloca em dúvida o caminho pelo qual você está seguindo e se pergunta: quando mudar de área de estudo para concursos?

Em primeiro lugar, você já deve saber que, mais do que considerar bons salários, a escolha do concurso público ideal deve ser pela vocação e a compatibilidade com o cargo a ser exercido.

Além do mais, há ainda outras questões que têm grande poder de influência nas nossas escolhas. Entre elas, podemos citar o bem-estar familiar, a cidade em que você deverá morar, os riscos da carreira e mais.

Se você não está confortável com as suas escolhas e está se perguntando quando mudar de área de estudo para concursos, continue a leitura.

Para te ajudar nesse dilema, convidei o meu amigo Fernando Mesquita para comentar a sua própria experiência com mudanças de áreas de estudo. Confira!

Para saber quando mudar de área de estudo para concursos, pense que os certames são ritos de passagem

Eu, Alexandre, nunca me questionei quando mudar de área de estudo para concursos.

Exerço a carreira fiscal há 23 anos e, desde 1991, fui aprovado em cinco certames na área.

Entretanto, a história de sucesso do Fernando Mesquita é bem diferente. Só durante a sua carreira, Fernando assumiu cargos de quatro diferentes áreas: Caixa Econômica Federal, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), TRF-1 e Analista da Câmara dos Deputados, cargo que exerce hoje.

Mas, antes mesmo de passar por  algumas dessas áreas, Fernando foi aprovado no concurso da Polícia Rodoviária Federal. Por muitos anos, ele manteve o sonho de ser policial.

Entretanto, a carreira policial reservava alguns desafios: além de ser uma carreira, naturalmente, mais arriscada, reservava à família de Fernando a mudança de endereço e outros baques emocionais.

Dessa forma, Fernando percebeu que assumir o cargo de policial talvez não fosse a opção mais assertiva naquele momento.

Dessa experiência, Fernando traz a primeira lição para quem está se perguntando quando mudar de área de estudo para concursos: pense no que você quer fazer e nas consequências da carreira.

“Muita gente esquece que concurso é um rito de passagem. Uma vez que você passar por ele, você terá cerca 40 anos de carreira pela frente. Mas, o que você fará depois disso?”, questiona Mesquita.

Segundo ele, as pessoas precisam ter uma expectativa realista do que o concurso pode ou não pode trazer em termos de benefícios, mas também, de prejuízos emocionais e familiares, por exemplo.

Faixa salarial, localização e requisitos também devem ser avaliados, mas com cautela

Muitas vezes os altos salários se tornam grandes atrativos dos concursos.

No entanto, se você deixar de lado a carreira dos sonhos para ir em busca de outra só por causa de um salário maior, possivelmente uma vida frustrada terá após a aprovação.

É claro que não estou dizendo que o salário não deve ser considerado na escolha da área de estudo.

Essa e outras questões devem ser levadas em conta, mas com equilíbrio e sinceridade.

Assim sendo, na hora de investir em um concurso, você deve considerar seu padrão de vida e a quantidade de pessoas que dependem de você para saber qual salário é suficiente.

Ademais, outra questão importantíssima é a localização onde será exercido o cargo.

Há concurso de todo tipo: alguns concursos federais já permitem escolha de local no ato da inscrição; em outros, não há como saber antecipadamente, podendo ser qualquer lugar do país.

Há também concursos estaduais, regionais e municipais. Claro que quanto mais restrita for a sua exigência, menor o leque de oportunidades.

Entretanto, tudo depende da sua situação específica: é viável mudar para outro estado ou região? Não deixe de avaliar esse aspecto!

Por outro lado, ter pré-requisitos que atendem o certame podem influenciar quando mudar de área de estudo para concursos.

De certo, seu nível de escolaridade, se você tem ou não formação específica – de nível técnico ou superior – são requisitos que qualificam você ou impedem de participar de determinados concursos. Preste atenção!

Evite ser o “concurseiro ping-pong”

A pior solução que muitas pessoas encontram para a dúvida de quando mudar de área de estudo para concursos é se inscrever em toda e qualquer oportunidade que surgir.

Portanto, evite ser o “concurseiro ping-pong”, nas palavras do Mesquita e o “metralhadora giratória”, ao meu ver.

Mas o que significa isso? Em ambos os casos, os termos são usados para exemplificar o concursando que não tem foco. Ou seja, em um momento está estudando para ser fiscal, em outro, apostando suas fichas em cargos do judiciários e mais.

Essa postura é extremamente prejudicial para o alcance da aprovação porque, segundo Fernando, assim “você não constrói capital intelectual o suficiente para passar em uma prova”.

Assim sendo, quanto mais você estuda para uma área, mais você aprende e maior é a probabilidade de retorno.

As alternâncias de Fernando entre as áreas de estudo para concursos não foram um caso de ping-pong. Tratavam-se de decisões influenciadas por outro contexto, como o familiar.

Após dispensar o cargo na PRF, Fernando escolheu a área administrativa, que era sua formação e não exigia pré-requisitos.

Além do mais, a área policial exigiria muito esforço e desgaste familiar. Logo, a troca foi baseada em questões verdadeiramente significativas. Em suma, em hipótese alguma, troque de área apenas por trocar.

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Quando dizemos para você não se tornar uma metralhadora, não estamos te incentivando a permanecer na sua área, mesmo insatisfeito.

Fernando relembra que quando tinha planos de trabalhar na área legislativa primeiro fez a prova de administrador do Senado.

No entanto, embora preparado, ele não alcançou a aprovação. Mas, na mesma época, foi divulgado o edital da Câmara dos Deputados. Nessa oportunidade, o cargo de taquígrafo apresentava uma ementa muito semelhante àquela que ele estava estudando antes.

Dessa forma, foi possível aproveitar muito dos esforços dedicados à prova anterior e, assim, alcançar a aprovação na outra oportunidade.

Portanto, antes de buscar novas áreas ou até mesmo outros certames dentro da área escolhida, busque opções semelhantes, a fim de construir e aproveitar seu capital intelectual.

Por fim, Fernando Mesquita enfatiza que saber quando mudar de área de estudo para concursos depende, sobretudo, de uma razão: “Toda mudança de área que eu fiz tinha uma razão. Quando comecei na área policial, era porque achava que era vocacional. Quando mudei para a área administrativa é porque a área policial não era um ajuste perfeito. E, por fim, a taquigrafia foi a minha forma de adentrar no legislativo”, conclui.

Logo, o nosso conselho final é se você decidir mudar de área, tome a decisão definitivamente. Ficar trocando entre as mais diversas áreas só irá adiar a sua aprovação.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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