Concursos da área fiscal: como começar a estudar e se preparar?

Os concursos da área fiscal são alguns dos mais concorridos e desejados do país. Isso porque estudar para concursos fiscais não é fácil, afinal, a preparação reúne disciplinas ditas como “difíceis”, como Contabilidade e Estatística.

No entanto, essa ementa não exige que você seja formado em Administração, Contabilidade, Economia ou Estatística para prestar um concurso para auditor fiscal.

O que definirá sua aprovação é a sua dedicação, bem como a capacidade de reunir os materiais mais qualificados sobre a área fiscal.

Apesar de o início do estudo para um concurso para auditor fiscal não ser fácil, com algumas instruções, você percebe que a preparação não é um bicho de sete cabeças.

Por isso, neste artigo, vou explicar como você pode começar a estudar para concursos da área fiscal. Confira!

Conheça a bibliografia indicada para concursos da área fiscal

Primeiramente, para começar a estudar para concursos da área fiscal é necessário conhecer a bibliografia recomendada para a área.

Aqui no blog do Método de Estudo, eu elenquei a Bibliografia da Área Fiscal, que é um documento que reúne, na opinião da maioria dos concursandos da área, os títulos dos melhores materiais para concursos fiscais.

Eu sempre busco atualizar este material com as minhas indicações e, por vezes, recebo muitos agradecimentos de aprovados na área pelas orientações.

Com o material em mãos, é hora de organizar seu ciclo de estudos

Em resumo, estudar para concursos da área fiscal não é tão simples. Há certames que reúnem mais de 20 disciplinas.

Inicialmente, esqueça a ideia de começar a estudar por 10 disciplinas de uma só vez. Isso é furada!

Assim sendo, você deve, primeiramente, começar a estudar pelas disciplinas básicas da área. São elas:

  • Português;
  • Direito Tributário;
  • Direito Constitucional;
  • Direito Administrativo;
  • Raciocínio Lógico;
  • Contabilidade Geral – até DRE (Demonstração do Resultado do Exercício);

Para começar a estudar para concursos da área fiscal você deve optar por seis a oito disciplinas, no máximo.

Dessa forma, conforme você for terminando cada uma delas – ou seja, a primeira passada de estudo completa no seu material de estudos – você pode inserir uma nova disciplina.

Nesse caso, é só diminuir a carga horária da disciplina que você está terminando no seu ciclo de estudos e inserir uma nova.

Sendo assim, aos poucos que você vai inflando seu ciclo de estudos e aumentando o seu nível de estudo, gradativamente.

Conforme for aprendendo, não abandone a disciplina – apenas reduza a carga horária dedicada a ela!

Quais disciplinas novas eu devo inserir?

Para saber quais disciplinas você deve inserir no seu ciclo de estudos conforme for “concluindo” disciplinas básicas, é necessário entender qual edital você irá prestar.

Com o passar dos meses, você estará antenado nos boatos, na previsão de publicação dos editais e irá começar a avaliar se fará concursos para a Receita Federal, Fiscal do Trabalho, ICMS ou ISS.

Se você optar por prestar concurso para Analista da Receita Federal, você deve incluir no seu ciclo as disciplinas relativas a este cargo. Muitas delas você pode encontrar avaliando o último edital desse concurso.

Receita Federal? Troque Raciocínio Lógico por Matemática Básica

Mas se, desde o princípio, você quer prestar concursos para a Receita Federal, troque Raciocínio Lógico por Matemática Básica.

Se você ainda tem dúvidas e receios com Matemática Básica, escrevemos um artigo sobre matemática básica para concursos.

No edital da Receita Federal, é chamado de Raciocínio Lógico uma série de conteúdos da Matemática Básica, como:

  • Matemática Financeira;
  • O próprio Raciocínio Lógico (tabela verdade, proposições);
  • Matemática do ensino médio, como Geometria e Matrizes;
  • Estatística Descritiva;
  • Estatística Inferencial.

No entanto, para ICMS e ISS é muito difícil aparecerem questões de matemática básica. O foco é raciocínio lógico, matemática financeira e Estatística.

Estatística é uma disciplina que, seja para concursos da Receita Federal ou dos ICMS, você deve estudar por último, após as matemáticas e raciocínio lógico, porque é naturalmente mais complexa.

Estude, primeiramente, o conteúdo para Analista da Receita Federal

Uma boa estratégia para ir cumprindo com mais eficiência as disciplinas para concursos da área fiscal é estudar, em um primeiro momento, o conteúdo para Analista da Receita Federal, caso você queria prestar os concursos da Receita Federal (Auditor e Analista).

Isso porque o Analista funciona como um subconjunto de disciplinas cobradas para o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal.

Logo, eu acho prudente cumprir, em um primeiro momento, todo o conteúdo para Analista da Receita Federal.

Há pessoas que aconselham estudar logo todo o conteúdo para Auditor, porque assim, consequentemente, você estará cumprindo com o conteúdo para Analista.

Entretanto, eu, particularmente, acho essa postura uma furada, porque você não sabe quando irá sair o edital.

Logo, você pode ser pego de surpresa pela publicação do edital enquanto estiver estudando Auditoria, Contabilidade Avançada e outras disciplinas cobradas só para o cargo de Auditor Fiscal.

Dessa forma, você não estaria nem preparado para tentar o cargo de Analista e, muito menos, para Auditor Fiscal.

Estudando para o cargo de Analista para concursos da área fiscal, você deve incluir no seu ciclo de estudos:

  • Administração Pública;
  • Direito Previdenciário;
  • Legislação Tributária Federal.

Já sou Analista ou outro cargo de padrão semelhante a ele, e agora?

A dica anterior é muito útil para as pessoas que estão iniciando seus estudos para concursos da área fiscal.

No entanto, se você já ocupa um cargo de Analista da Receita Federal ou algum outro para o qual a mudança para Analista não seja vantajosa, você, de fato, deve estudar diretamente para concursos de Auditor Fiscal.

Dessa forma, após o estudo das disciplinas básicas, sobretudo Contabilidade, é hora de emendar em Contabilidade Avançada, por exemplo. Auditoria e Administração Pública também merecem sua atenção neste momento.

Quanto às legislações federais (Aduaneira e Tributária), você pode esperar um pouco para estudá-las. Neste segundo momento, priorize Auditoria, Contabilidade Avançada, Análise de Balanços e Língua Estrangeira (se esta cair em seu concurso).

Cumprido com este conteúdo, aí sim você deve estudar a Legislação Aduaneira e a Legislação Tributária.

Tratam-se de disciplinas que não são tão complicadas, porém são extensas e, em geral, valem muitos pontos.

O importante é estudá-las após ter uma base razoável de Direito Tributário.

Meu foco são os concursos da área fiscal de ICMS. O que estudar depois?

Se após cumprir as disciplinas básicas, você optar por prestar concursos de ICMS, há outras disciplinas para incluir no seu ciclo de estudos.

Priorize a Legislação Tributária Estadual logo. Embora haja mudanças de um estado para o outro, o núcleo da disciplina é o mesmo: Lei Kandir, a parte da Constituição Federal que trata dos impostos estaduais, a Lei Complementar 24/75 (Confaz), o Simples Nacional e mais.

Esse núcleo comum às legislações dos 26 estados e do Distrito Federal é complicado e, por isso, você deve estudá-lo com antecedência. É bem mais difícil que a legislação federal, por isso não dá para esperar muito para começar seu estudo.

Economia é um trunfo dos concursos de ICMS

Os concursos de ICMS, em geral, cobram a disciplina de Economia: microeconomia, macroeconomia e finanças públicas. Eis outra disciplina chatinha, que não deve ser deixada para depois do edital de forma alguma.

Em suma, este é mais um obstáculo que você deve vencer para prestar concursos da área fiscal de ICMS após estudar as disciplinas básicas.

Em quanto tempo termino de estudar as disciplinas básicas?

Eu não posso afirmar uma média de tempo exata que você levará para concluir o estudo das disciplinas básicas para concursos da área fiscal.

Isso dependerá de uma série de fatores, como a sua base, seu nível de facilidade de aprendizado, sua adaptabilidade às disciplinas de exatas e quanto tempo você estuda por dia.

Contudo, se eu pudesse dar um chute, diria que o tempo pode variar de seis meses a um ano e meio de estudos para concursos da área fiscal.

Costumo dizer que concursos da área fiscal são raramente conquistados em um ano de estudos. São concursos que você deve se preparar por dois a três anos.

Devo assistir a aulas para estudar para concursos da área fiscal?

Outra questão muito recorrente entre quem está se preparando para concursos da área fiscal é se deve assistir a aulas.

Dessa forma, o meu conselho é que você assista às aulas apenas daquelas disciplinas que você tem muita dificuldade.

Isso porque a maioria das disciplinas você aprende sozinho e, muitas vezes, as aulas delas vão retardar o seu rendimento.

Algumas disciplinas, é claro, podem exigir uma explicação extra. Exatas, Contabilidade, Economia e ICMS são disciplinas que geram dificuldade e, por isso, as aulas podem facilitar o aprendizado.

Portanto, mesmo que você tenha comprado um pacote que te dê direito às aulas, evite assistir às matérias que você tem facilidade.

Vale ressaltar que estudar apenas por meio de aulas não garante a aprovação em concursos da área fiscal.

Por fim, acredito que para que você possa ter sucesso em qualquer um dos concursos da área fiscal, o interessante é ir, aos poucos, aumentando os subconjuntos de disciplinas estudadas.

Assim, aos poucos você estará preparado para prestar diferentes opções de concursos, seja para Receita, ICMS ou ISS.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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O que faz um Auditor Fiscal? Saiba tudo sobre essa carreira!

Sem tempo para ler? Clique no play abaixo e ouça esse conteúdo sobre o que faz um auditor fiscal!

Com a proximidade do dia do Auditor Fiscal, comemorado no dia 21 de setembro, resolvi esclarecer as principais dúvidas sobre esta carreira que tanto atrai os concursandos. Afinal, o que faz um Auditor Fiscal?

O cargo de Auditor-Fiscal da Receita Federal, por exemplo, é um dos mais cobiçados e disputados por concurseiros de todo o Brasil. Isso porque, além do bom salário, a profissão é extremamente honrada.

Em primeiro lugar, o auditor contribui para a melhoria da nação, por meio de uma tributação mais igualitária e mais retorno para todos os brasileiros.

Assim sendo, se você está estudando para concursos da área fiscal ou tem curiosidade de entender a profissão, continue a leitura. Vou explicar o que faz um auditor fiscal e te ajudar a analisar se a carreira de Auditor Fiscal tem tudo a ver com você!

Se você, entretanto, já se decidiu, pode aprender mais sobre a profissão ou ir direto para o nosso conteúdo sobre o que estudar para concurso público da área fiscal.

O que faz um Auditor Fiscal?

Como comecei falando neste artigo, no dia 21 de setembro é comemorado o Dia do Auditor Fiscal.

Alguns órgãos, entretanto, comemoram em datas diferentes, com mais especificações. Por exemplo, no dia 27 de fevereiro, comemora-se o dia do Auditor Fiscal da Receita Federal e em 28 de janeiro, o Dia do Auditor Fiscal do Trabalho, em homenagem a três fiscais do trabalho assassinados na cidade de Unaí – MG, em 2004.

Mas o que faz um Auditor Fiscal, profissão que é celebrada ao longo do ano?

O Auditor Fiscal trabalha com a organização e o planejamento da administração tributária e aduaneira.

Ele é responsável pelos tributos do Município, Estado ou União e auxilia o governo na elaboração de políticas tributárias. Também faz parte de seu trabalho a prevenção e combate à sonegação fiscal.

O Auditor Fiscal trabalha na Secretaria da Fazenda ou Finanças no Município ou no Estado e na Secretaria da Receita Federal do Brasil, que é vinculada ao Ministério da Economia. Fora o Auditor Fiscal do Trabalho, ligado ao Ministério do Trabalho e Emprego.

Uma das principais atribuições é fiscalizar a arrecadação de impostos no nosso país. Ele deve se preocupar com a distribuição de renda no Brasil, sendo um fiscal anti sonegação de impostos.

O auditor promove, portanto, uma tributação mais igualitária e mais retorno para todos os brasileiros.

Minha vida enquanto Auditor Fiscal

Eu fui aprovado no concurso de Auditor Fiscal da Prefeitura de Belo Horizonte em 1992, assumi em 1995 e exerci esse cargo até 2006.

Trabalhei, majoritariamente, com a fiscalização externa e, eventualmente, com IPTU em momentos de “força-tarefa” sobre a arrecadação que ocorre durante os meses de janeiro.

Em 1993, também fui aprovado para Auditor Fiscal do Estado de Minas Gerais, mas não assumi. Fui trabalhar na prefeitura.

Em 2005, voltei a estudar e prestei o concurso para Auditor Fiscal da Receita Federal, no qual fui aprovado, fiz o curso de formação e, na última semana, precisei sair, em decorrência da aprovação para Auditor Fiscal do Estado de São Paulo.

O nome desse cargo, na verdade, é Agente Fiscal de Rendas do Estado de São Paulo. Eu preferi trabalhar em São Paulo, em vez da Receita.

Logo, eu nunca assumi o cargo de Auditor Fiscal da Receita Federal. Desde 2006, portanto, eu trabalho na fiscalização do Estado de São Paulo, na Delegacia Regional Tributária da cidade de Jundiaí.

Portanto, tenho um bom conhecimento de fiscalização municipal, do maior estado da nação e até mesmo sobre a Receita Federal, por ter feito três meses do Curso de Formação e também pelo meu trabalho com mentorias.

Eu confesso que, nesses 24 anos de atuação como Auditor Fiscal, eu evito falar que trabalho neste cargo.

Isso porque muitas pessoas, além de colocarem em xeque a honestidade dos cargos públicos, têm resistência com fiscais.

Quais são os diferentes tipos de fiscos que existem?

Na União, nós temos três cargos de carreiras fiscais:

  • Auditor-Fiscal da Receita Federal;
  • Analista-Tributário da Receita Federal;
  • Auditor-Fiscal do Trabalho.

O Analista-Tributário não é um fiscal em si. A diferença está no fato de que o Auditor Fiscal pode fazer o lançamento, ou seja, lavrar multa tributária.

O Analista-Tributário não tem esse poder, mas essa é uma profissão que ganhou muito status nos últimos anos, pois além de ter um bom salário, é um cargo de grande poder auxiliar e têm participação ativa na arrecadação.

O Auditor Fiscal e o Analista são responsáveis pela arrecadação dos tributos federais, como:

  • Imposto de Renda Pessoa Jurídica;
  • Imposto de Renda Pessoa Física;
  • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido;
  • Imposto de Importação;
  • Imposto de Exportação;
  • IOF;
  • IPI;
  • INSS (contribuições previdenciárias).

Antes, os concursos para Auditor Fiscal do INSS eram separados dos concursos para Auditor-Fiscal da Receita Federal.

Mas em 2005, o governo Lula iniciou o projeto da Super Receita, reunindo os dois cargos – Auditor-Fiscal da Receita Federal e Auditor-Fiscal da Previdência Social. Em 2007, os cargos foram unificados.

Onde posso trabalhar na Receita Federal?

Na Receita você pode trabalhar nas 10 regiões fiscais ou nas unidades centrais (Brasília), pois o Brasil é dividido em 10 regiões fiscais.

Por exemplo, Rio de Janeiro e Espírito Santo compõem a 7ª região, São Paulo é a 8ª região, Minas Gerais é a 6ª região, Paraná e Santa Catarina correspondem a 9ª região e por aí vai.

Logo, você pode ser alocado em uma das regiões fiscais ou nas unidades centrais.

Os concursos fiscais estaduais

Nós temos os 26 estados da federação e o Distrito Federal. Logo, é possível ocorrer 27 concursos estaduais para Auditor Fiscal.

De 2000 a 2019, só não houve concursos fiscais estaduais em dois anos – 2000 e 2015. Em 2018 tivemos Goiás, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Logo depois veio a Bahia. Distrito Federal sairá em breve e ainda há boatos fortes para Sergipe e Alagoas, pelo menos.

Os fiscais estaduais são responsáveis por fiscalizar principalmente três tributos:

  • ICMS;
  • IPVA;
  • ITCMD.

Qual é a qualificação necessária para fazer concursos fiscais?

A maioria dos 26 estados e o Distrito Federal aceitam candidatos com formação em qualquer nível superior, inclusive tecnólogo – mas há algumas exceções.

O estado do Rio de Janeiro é um exemplo que não aceita formação em tecnólogo – porque é necessário ter uma carga horária mínima que os tecnólogos geralmente não atingem em dois a três anos de curso.

Em resumo, você pode ser formado até em Música ou Astronomia para prestar concursos para Auditor Fiscal – desde que seu título seja superior e reconhecido pelo MEC.

Brincadeiras à parte, há ainda alguns estados – Bahia, Rio Grande do Sul, Roraima, Rondônia e Tocantins – que têm uma limitação. Para esses concursos, são aceitas somente as formações em Administração, Direito, Economia e Contabilidade e mais algumas poucas dependendo do caso, como Engenharia e Informática.

Alguns concursos municipais também apresentam restrições – como Campinas, Goiânia, Salvador, Florianópolis e Curitiba, que aceitam praticamente só as quatro formações citadas anteriormente.

Os concursos fiscais municipais

Nós temos 5.570 municípios no Brasil – mas na imensa maioria são municípios pequenos, que não têm fiscalização de ISS.

Então por volta de 50 a 100 municípios têm concursos para Auditor Fiscal com salários razoáveis, que você pode prestar.

As prefeituras geralmente aceitam qualquer nível superior, mas você deve ficar atento, pois cada uma costuma apresentar exigências específicas.

Eu indico que se você está interessado em prestar um concurso para a área fiscal, considere as provas estaduais e municipais. Para entender melhor sobre essa diferenciação, eu indico que leia meu artigo que busca responder à pergunta se concursos estaduais e municipais valem a pena.

Se você ainda está começando sua caminhada rumo à sonhada estabilidade faça nosso curso GRATUITO, o Jornada da Aprovação. Ele vai ajudá-lo a se preparar  para qualquer prova, área, ou tipo de estudo, com conhecimentos gerais para um bom desempenho nos estudos.

Uma outra opção é se matricular no curso Pilares da Aprovação. Em apenas oito módulos você vai aprender tudo o que precisa saber para entender melhor:

  • as diversas áreas de concurso;
  • como eles funcionam;
  • quais materiais ou cursos adquirir;
  • como organizar seu estudo;
  • como administrar seus recursos financeiros para a árdua caminhada rumo à aprovação.

Os tipos de trabalho de um Auditor Fiscal

Qualquer uma das esferas – seja da União, estadual ou municipal – envolve diferentes tipos de trabalho do Auditor Fiscal. Logo, saber o que faz um Auditor Fiscal é uma resposta ampla.

Você pode ser um fiscal interno, por exemplo. Este profissional trabalha dentro das repartições. Ele não sai para fiscalizar empresas.

Assim sendo, ele pode trabalhar atendendo o público; no setor de informática; julgando processos – autos de infração que os externos lavram; oferecendo consultoria tributária; cobrança; assumindo chefias e mais.

Há também Auditores Fiscais que trabalham com a fiscalização externa. O que faz um Auditor Fiscal externo?

Ele é o chamado “fiscal de pasta”, responsável por ir até uma empresa e fiscalizar seus trâmites, por no máximo cinco anos, exigindo livros contábeis, notas fiscais e outros livros e documentos.

Há fiscais que desenvolvem sistemas de auditoria que os externos utilizam no dia a dia, mas também trabalhamos com planilhas de Excel para cruzamento de dados,  a fim de identificar possíveis inconsistências.

Os fiscais externos vão até as empresas também para verificar se há condições da empresa exercer suas atividades no local instalado.

O profissional também apura denúncias sobre irregularidades fiscais, empresas fantasmas etc.

Quais são as vantagens e desvantagens do fiscal interno e externo?

O fiscal externo, em geral, tem mais flexibilidade de horário. Ou seja, ele pode organizar seu horário e demandas, dentro do período comercial, preferencialmente.

Nesse caso, é possível trabalhar com as tarefas em casa, embora alguns órgãos exijam que o trabalho de análise seja feito dentro das repartições.

De fato, normalmente há mais responsabilidade e cobrança para o externo, uma vez que envolve todo o status de trabalhar ativamente com a fiscalização.

A maioria dos concursandos que sonha em ser Auditor Fiscal só imaginam o trabalho diretamente na fiscalização das empresas.

A fiscalização externa também envolve maiores níveis de estresse. Afinal, os fiscais internos não têm que ir até às empresas e se relacionar diretamente com os proprietários.

Analistas Tributários trabalham externamente?

Eu desconheço Analistas Tributários que trabalham no serviço externo. Porque as funções do Analista Tributário são basicamente internas ou na parte das fronteiras e barreiras.

Os fiscais de fronteira e de barreira

Neste ponto do artigo, você deve estar se questionando sobre o que faz um Auditor Fiscal de fronteira ou de barreira.

Aposto que você, por exemplo, já viajou de carro e cruzou a divisa entre estados e se deparou com construções intituladas de Secretaria da Fazenda. São Paulo é um estado que já não conta com postos fiscais, mas o Rio de Janeiro ainda sim, por exemplo.

Nesses locais, há Auditores Fiscais estaduais que trabalham nas divisas dos estados, fiscalizando a entrada e saída de mercadorias em pontos estratégicos. Dessa forma, os fiscais estaduais de barreira estão mais preocupados em verificar as cargas de caminhões.

A Receita Federal tem fiscais desse tipo nas fronteiras, como a com o Paraguai e nos aeroportos internacionais.

Nesse tipo de trabalho, os profissionais costumam trabalhar por escala – em geral, 24/72. Ou seja, trabalham 24 horas e folgam 72 horas.

Essa ocupação, com quase 100% de certeza, não existe para os Auditores Fiscais municipais.

O Auditor Fiscal do Trabalho

O que faz um Auditor-Fiscal do Trabalho? O Auditor-Fiscal do Trabalho verifica a legislação de proteção ao empregado.

Ele preocupa-se com o recolhimento do FGTS dos empregados, se eles estão registrados, se têm carteira de trabalho, se trabalham com equipamentos de proteção e mais.

O Auditor-Fiscal do Trabalho também exerce o combate ao trabalho escravo. Especula-se que no Brasil, ainda hoje, existam 150.000 escravos.

Assim sendo, para quem desejar atuar como Auditor-Fiscal do Trabalho, recomendo a leitura do livro “A Dama da Liberdade”, que conta a história do trabalho de Marinalva Dantas, coordenadora de um grupo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) que, desde 1995, tem dedicado sua vida à causa da libertação de escravos no Brasil.

A vantagem do Auditor-Fiscal do Trabalho em comparação ao Auditor-Fiscal da Receita Federal é que ele não é lotado em cidades muito pequenas.

O Auditor-Fiscal do Trabalho, em geral, trabalha em repartições de cidades grandes e quando necessita fazer um trabalho em locais menores, ele apenas viaja para essas cidades.

É perigoso ser Auditor Fiscal?

Durante o trabalho como Auditor Fiscal, é comum atuar de forma contrária aos interesses de empresários e alguns políticos.

Afinal, somos responsáveis por lavrar autos de infração que muitas vezes envolvem uma expressiva quantia de dinheiro.

Em alguns casos, podem ser apreendidas mercadorias, estabelecimentos comerciais serem lacrados etc. No entanto, de uma forma geral, o trabalho é exercido de forma bastante segura.

Isso porque, na maioria das vezes, os contribuintes percebem rapidamente que estão lidando com servidores exemplares, que estão seguindo grande rigor técnico em sua atuação, e nem ousam oferecer algum benefício.

Em resumo, muitos entendem que a única forma de resolver o problema é apresentando argumentos e documentos consistentes, e não na base da “conversa”.

É possível trocar de cidades com outros fiscais após a posse?

Não é possível trocar de cargo para outra cidade ou estado no qual você exerce o trabalho de Auditor Fiscal. Muitos me perguntam, por exemplo, se eu não desejo voltar para o Rio de Janeiro e cogito trocar com algum paulista que trabalha no fisco fluminense. Se eu quiser trabalhar no RJ, terei que prestar o concurso para o fisco fluminense.

Agora, é claro que no caso de um concurso federal para Auditor Fiscal, os profissionais podem trocar de cidade durante sua vida profissional, pois sua área de trabalho é toda a extensão do país, mas quase sempre somente depois de passar por um processo chamado concurso de remoção, pois há cidades com lista de espera de mais de dez anos.

Quais são as bancas mais responsáveis pelos concursos fiscais?

Os concursos da Receita Federal sempre foram feitos pela Esaf, mas como ela acabou em 2018, não sabemos ainda qual será a banca do próximo concurso.

Há anos o Cespe não era selecionado para um concurso de fiscal estadual mas, em 2018, foi anunciado para o concurso de Auditor Fiscal do Rio Grande do Sul, voltando então a organizar concursos para fiscos estaduais.

A FCC, por sua vez, tem mais dominância nos concursos estaduais – , por exemplo, os recentes concursos para Goiás, Santa Catarina e Bahia foram feitos por ela.

A profissão de Auditor Fiscal irá acabar?

Fique tranquilo! A profissão de Auditor Fiscal não será extinta. Nenhum candidato à presidência poderá privatizar uma carreira privativa de Estado.

Você já viu privatizar juiz, procurador e policial? Logo, as atividades de fiscalização também não serão.

Portanto, ainda terá concursos para Auditor Fiscal por muito tempo. Nossa profissão é muito importante e você poderá ser muito feliz ao exercê-la.

Em suma, a carreira de Auditor Fiscal possui muitos ramos e exige do profissional integridade, responsabilidade, dedicação, organização e comprometimento com o país.

Agora que você já sabe o que faz um Auditor Fiscal é hora de decidir se essa é a carreira que você deseja seguir. Se a resposta for sim, eu tenho mais um conselho para te dar: busque apoio para sua caminhada, até a aprovação, ser mais curta.

Como dissemos, os concursos são muito concorridos e a bibliografia da área fiscal é bastante longa, então, contar com apoio, como de uma mentoria, pode te dar uma grande vantagem.

Eu te convido a conhecer o nosso Liga da Aprovação da área fiscal e de controle. A Liga é um tipo de mentoria extremamente concentrada em te ajudar a cortar caminho e garantir sua aprovação o mais rápido possível.

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Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Como estudar sem edital publicado em 3 passos simples

Um dos maiores desafios para quem estuda para concursos públicos é a preparação antes da publicação do edital. Muitos se perguntam: como estudar sem edital publicado?

Afinal de contas, por não ter um norte, você tem medo de acabar estudando algum conteúdo desnecessário e perder um tempo valioso.

De fato, quando há um edital já publicado, o estudo é muito mais fácil, pois você sabe exatamente o que deve estudar.

Entretanto, já enfatizei muitas vezes aqui no blog e no canal do Método de Estudo que o estudo antecipado é o diferencial para a sua aprovação – mas exige, é claro, muita dedicação e motivação.

É possível fazer uma preparação bastante adequada e competitiva antes da publicação do edital.

Por isso, continue a leitura, pois vou dar algumas dicas de como estudar sem edital publicado de maneira mais eficaz. Confira!

  1. Pegue o último edital do concurso almejado

    Para saber como estudar sem edital publicado, a melhor orientação que você pode obter é analisar o último edital disponível.

    Esse será o seu melhor norte para entender quais assuntos são cobrados pela prova do cargo almejado.

    É claro que, se muitos anos já tiverem se passado desde a publicação do último edital, certos temas devem ter se atualizado e, sendo assim, você deve buscar aprender o conteúdo mais recente.

    Afinal, é quase impossível adivinhar quais disciplinas serão cobradas pelo próximo edital. É claro que não é improvável que haja acréscimos de conteúdo, no entanto, o último edital irá te oferecer uma base muito sólida para a sua preparação.

    Todavia, se você já vem se preparando há alguns anos e já domina todo o conteúdo do último edital, é válido explorar novos assuntos.

    Nesse caso, vale avaliar editais parecidos com o seu, pesquisar tendências de matérias correlatas que podem vir a ser cobradas e mais.

    Mas, vale ressaltar, que essa é uma postura para quem já se garante em todas as disciplinas do último edital.

  2. Para saber como estudar sem edital, comece pelas disciplinas básicas da sua área

    O estudo antes da publicação do edital também deve ser pautado pelas matérias básicas da sua área.

    Para saber como estudar sem edital publicado, além do último edital, avalie quais matérias são comuns e recorrentes nos concursos semelhantes da sua área.

    Contudo, você não deve sair estudando para tudo quanto é matéria de uma vez. Se seu concurso exige de seis a oito disciplinas, dá até para pensar nisso.

    No entanto, muitos concursos cobram até mais de 20 disciplinas e, por isso, você deve se organizar.

    Assim sendo, comece pelas disciplinas básicas da sua área – oito, no máximo. Dessa forma, conforme você for terminando cada uma delas – ou seja, a primeira passada de estudo completa no seu material de estudos – você pode inserir uma nova disciplina.

    Nesse caso, é só diminuir a carga horária da disciplina que você está terminando no seu ciclo de estudos e inserir uma nova.

    É aos poucos que você vai inflando seu ciclo de estudos e aumentando o seu nível de estudos, gradativamente.

    Conforme for aprendendo, não abandone a disciplina – apenas reduza a carga horária dedicada a ela!

    Para saber como montar um ciclo de estudos eficiente e, assim, ter uma melhor preparação para concursos públicos, confira os vídeos e os artigos sobre Ciclo de Estudos:

  3. Se houver novidades, estude após o edital e antes da prova

    Bem-vindo ao mundo dos concursos, meu amigo! É normal que, a cada novo edital, surja uma pequena novidade no conteúdo programático.

    Saiu o edital! Posso te afirmar que o edital de concurso pode mudar até cerca de 20% em relação ao conteúdo apresentado no anterior.

    Mas, geralmente, as mudanças são em matérias não tão grandes e importantes quanto as que são mais certas de cair.

    Dessa forma, para estar apto a estudar eventuais novidades, é fundamental dominar o conteúdo do último edital antes do novo.

    Assim, quando o novo edital de concurso for lançado, você identificará as novidades. Sabendo quais são, você poderá estudá-las no período que antecede a prova. Esse período, em geral, é de dois a quatro meses após a publicação do edital.

    Por isso, ao ter acesso ao novo edital, analise com atenção para identificar os tópicos novos que não foram estudados.

    Busque ter atenção ao analisar pois, muitas vezes, os assuntos de uma disciplina ficam sob o título de outra e em alguns casos o nome da disciplina é mantido, mas o conteúdo cobrado sofre alterações.

    Em suma, ressalto que entender como estudar sem edital publicado é um grande passo para a sua preparação.

    Adotando esse tipo de atitude proativa, quando sair o edital, você estará à frente de seus concorrentes.

Com essas medidas simples, você poderá reduzir significativamente o tempo que você levará para realizar seu sonho.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Concurso escada: entenda e avalie se é necessário fazer

Você sabe o que é concurso escada? Esse é o nome dado a um concurso intermediário para aquele que você realmente deseja ser aprovado.

Esse tipo de concurso pode ter uma jornada de trabalho reduzida, de 6 ou 7 horas diárias, o que possibilita o candidato ter mais tempo livre para estudar.

Além disso, gera uma renda que vai custear livros, cursos e despesas pessoais enquanto você estiver estudando.

Isso, é claro, ajuda a diminuir a pressão familiar pelos resultados, é possível ter tranquilidade para estudar enquanto as contas são pagas sem nenhum sufoco e, é claro, você tem verba disponível para investir em bons materiais.

Entretanto, para muitos concurseiros focados, o concurso escada pode ser visto como uma distração, tornando-se uma “pedra no caminho”.

Dessa forma, o concurso escada realmente vale a pena? É necessário prestá-lo durante a jornada do cargo dos sonhos?

Continue a leitura, pois hoje vou te propor algumas reflexões acerca dos benefícios e malefícios do concurso escada.

Em quais cenários é possível fazer um concurso escada?

Vamos supor que você quer ser um Analista do TJ. Só que você ainda não tem condições de ser aprovado no cargo – pode ser porque ainda não houve o concurso ou porque você ainda está meio “cru” nos conteúdos.

Ou então, você deseja ocupar um cargo de juiz ou promotor e, pelos mesmos fatores, ainda não consegue ser aprovado e, por isso, presta um certame para Analista do Judiciário.

Cada área, seja Policial, Fiscal ou Judiciária, por exemplo, tem os cargos mais concorridos e outros intermediários, a nível estadual e municipal, por exemplo, também com bons salários e conteúdo programático semelhante.

Assim sendo, sempre recebo e-mails de pessoas que estão com um objetivo maior e, muitas vezes, deparam-se com bons concursos escadas.

Dessa forma, surge a dúvida: será que devo fazer? se eu passar, devo tomar posse? Em suma, posso afirmar que a decisão de prestar ou não um concurso escada é muito pessoal.

As vantagens do concurso escada estão diretamente atreladas às suas condições financeiras e psicológicas.

Para quem o concurso escada é recomendado?

Se você tem dúvidas se deve ou não prestar um concurso escada, a primeira reflexão que deve se fazer é: se você ficar mais dois, três, quatro anos estudando, esperando pelo concurso dos seus sonhos e se preparando, quais serão os benefícios e prejuízos na sua vida?

Se você tem boas condições financeiras e não trabalha, com o intuito de apenas se dedicar aos estudos, aproveite este privilégio e não pense em concurso escada. Siga focado em passar no concurso definitivo.

Se você tem condições financeiras de se manter apenas estudando, tomar posse em um concurso escada obviamente te “roubará” horas de estudo e afetará seu objetivo maior.

Entretanto, este é um cenário em que poucos se encontram. A maioria dos concursandos precisa se preocupar com o sustento da família e as contas.

Deste modo, reflita: você consegue se manter financeiramente, em um pique legal de estudos e sua família irá te apoiar se você apenas estudar por muitos anos?

Assim sendo, o concurso escada é uma alternativa muito interessante se você estiver desempregado, não tiver boas condições financeiras ou está em um emprego ruim.

Quando você já tem um emprego, garantir horas de estudo não é fácil – ainda mais se o trabalho é estressante.

Logo, é importante considerar o concurso escada caso você tenha um emprego que esteja prejudicando os estudos, seja pela pressão, dificuldade de relacionamento com superiores e colegas ou, por ter por jornada extensa, não estiver sobrando tempo para os estudos.

Como escolher um bom concurso escada?

Você deve procurar por concursos que tenham jornada reduzida, de 4, 6 ou 7 horas diárias. Nestes casos, o foco não é o salário muito alto, já que o cargo é temporário, apenas para oferecer segurança.

Além disso, busque concursos intermediários que tenham relação com o conteúdo programático do seu concurso final.

Isso porque, ao mudar bruscamente de área de concurso, você corre o risco de não ser aprovado no concurso escada e perder ainda mais tempo deixando de estudar o conteúdo exigido pelo concurso dos sonhos.

Eu escrevi outro artigo explicando quando mudar de área de concursos públicos e explicando os riscos dessa decisão. Há também um vídeo sobre o assunto, confira!

Cuidado para não se acomodar!

Um risco quase que inevitável do concurso escada é fazer o concurseiro se acomodar. Afinal, todo mundo dá uma relaxada quando já tem certa estabilidade garantida.

Com jornada reduzida e um salário garantido, você pode acabar relaxando e não retomar a sua rotina de estudos.

Dessa forma, o cargo verdadeiramente almejado ficará para sempre no campo das ideias.

Entretanto, alguns concursos intermediários podem ser mais benéficos quando você analisa os prós e contras de buscar um cargo maior.

Você pode até escolher parar no nível intermediário, caso um avanço venha prejudicar sua família e sua saúde mental.

Por exemplo, você sonha em ser Auditor da Receita Federal e, hoje, ocupa o cargo de Analista da Receita Federal.

No entanto, percebe que não tem mais paciência para estudar, está vivendo em uma cidade bacana, gosta do trabalho e uma mudança seria prejudicial para os seus filhos.

Dessa forma, se a situação atual é feliz em diferentes âmbitos, avalie se persistir no seu sonho grande será benéfico.

não use isso como uma desculpa para abandonar o seu sonho. Peço que você seja realista quanto aos prós e contras de se manter em um concurso escada.

É importante lembrar que um concurso escada é apenas mais um degrau que você subiu para o cargo sonhado!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Como ser policial federal: o guia completo para o concurso

Todos sabem que a segurança é um dos quesitos que mais faz falta para o brasileiro. Para resolver esse problema, uma das medidas necessárias é ter mais profissionais competentes e dedicados na área. Por isso, a polícia federal abre concursos. Mas como ser policial federal?

No texto de hoje, vamos falar sobre todos os requisitos e todas as etapas deste concurso, dando dicas para quem quer ir bem na prova e realizar o sonho de ser um policial. Venha conferir!

Como ser policial federal?

O concurso para ser um policial federal está entre os mais concorridos do Brasil. Porém, ao contrário do que muitos pensam, os requisitos para participar desse processo seletivo não são muitos.

Na verdade, tudo o que você precisa é ter mais de 18 anos, ter uma carteira de habilitação a partir da categoria B e ter ensino superior completo em qualquer curso. Apenas os concursos para perito ou delegado exigem cursos de ensino superior específicos.

No entanto, ainda que as exigências sejam simples, a prova continua sendo bastante concorrida, e você precisa se esforçar muito para alcançar uma boa pontuação.

Começando pelo básico

Quem quer saber como ser policial federal pode começar pelo passo mais básico de todos: conferir o edital. Tudo o que você precisa saber sobre a prova está escrito nele! O edital fornece informações sobre as matérias que vão cair, as etapas do processo e todos os requisitos que você deve cumprir para ter uma chance – além de ter o prazo de inscrição, local e horário da prova etc.

O edital do concurso de 2018 foi publicado, e você pode usá-lo como base para preparar seus estudos daqui em diante.

Com o edital em mãos, confira quais são as matérias mais cobradas e elabore seu plano de estudo para descobrir como ser policial federal. Mesmo que outras matérias mudem, o mais provável é que as mais cobradas permaneçam.

Conheça as matérias e etapas

O concurso para ser policial federal conta com diversas etapas de avaliação. Por isso, não basta estudar para as provas em si, também é preciso saber como se preparar para as outras etapas. Ao todo, elas são cinco:

  1. Prova objetiva
  2. Prova discursiva
  3. Teste de aptidão física
  4. Exame médico
  5. Exame psicológico

Em cada uma três primeiras etapas, é necessário atingir uma pontuação mínima para ser classificado. As provas objetiva e discursiva são classificatórias e eliminatórias, enquanto todas as etapas do teste de aptidão física em diante são apenas eliminatórias – se você não for aprovado, está fora do processo de seleção.

É importante lembrar que, apesar de essas serem as etapas comuns a todos os cargos, alguns cargos têm fases específicas, como a prova oral para o cargo de delegado e a prova de digitação para quem quiser ser escrivão.

Quanto às matérias a serem estudadas, é sempre importante consultar o edital, já que elas podem mudar de um concurso para o outro. As mais comuns, no entanto, são Língua Portuguesa, Informática, Raciocínio Lógico, Noções de Administração e assuntos de Direito, como o Constitucional, o Penal, o Processual Penal e o Administrativo.

Algumas vagas em particular exigem conhecimentos mais específicos, como Arquivologia para quem quer ser escrivão, Contabilidade para quem quer ser agente e Criminologia para quem quer ser delegado. Não se esqueça de sempre consultar o edital antes de começar seu planejamento.

Agora, vamos dar dicas de como passar por cada uma dessas etapas da forma mais calma e tranquila possível.

Prova objetiva

A prova objetiva para ser policial federal é composta apenas de questões de múltipla escolha. É preciso assinalar, marcando na folha de respostas, se as alternativas estão certas (C) ou erradas (E).

Um dos maiores riscos em provas do tipo é o candidato ficar procurando armadilhas e pegadinhas nas questões, se esquecendo de simplesmente pensar na resposta. Isso deixa as pessoas mais confusas e elas acabam duvidando dos próprios conhecimentos.

Estudar bastante e com frequência é essencial para se sentir mais seguro no dia da prova e não acabar errando alguma questão por causa de uma simples confusão.

Prova discursiva

Prova discursiva para ser policia federal

Busque por provas antigas de como ser policial federal e veja os temas de redação propostos. Desse modo, você pode treinar sua habilidade escrita para a prova discursiva.

A prova discursiva da Polícia Federal nada mais é do que uma redação. Normalmente, essa redação deve ser um texto de no máximo 30 linhas, seguindo o tema definido pela banca. A prova apresenta alguns textos bases que o candidato deve ler antes de começar sua redação.

Ao contrário do que muitos pensam, a prova discursiva deve ter a mesma importância da prova objetiva. Por isso, o candidato deve estudar e produzir redações com frequência antes da prova para se acostumar ao modelo.

Alguns dos aspectos cobrados no concurso da polícia federal são:

  • Apresentação textual

    Seu texto tem um título? Ele tem introdução, desenvolvimento e conclusão? Ele está entre o mínimo e máximo de linhas? Os parágrafos são bem distribuídos?

  • Desenvolvimento do tema

    Como seu texto desenvolve uma linha de raciocínio? Os parágrafos têm coesão e coerência entre si? Você está falando sobre o que foi pedido? Lembre-se de que fugir do tema é um motivo para zerar sua redação.

  • Domínio da língua portuguesa

    A prova discursiva também é uma maneira de se certificar de que você está em dia com a gramática e a ortografia de acordo com a norma culta da língua portuguesa.

Teste de aptidão física

Após passar pelas provas objetiva e discursiva, é hora de fazer o teste de aptidão física. A rotina de um policial federal exige muito preparo físico para lidar com diversas situações, e esse teste é feito para descobrir se você é capaz de lidar com essa rotina.

O teste de aptidão física se divide em quatro exercícios: barra fixa, salto em distância, corrida e natação. Homens e mulheres são avaliados de formas diferentes, já que suas habilidades físicas costumam se diferenciar, mas todos os candidatos precisam fazer todos os exercícios.

Por isso, quem quer saber como ser policial federal não pode simplesmente cair de cabeça nos livros todos os dias, o tempo inteiro. Fazer exercícios que o ajudem a passar no teste de aptidão física é essencial. Tenha um programa de treinamento que vá até o dia da prova e chegue ao teste preparado para mostrar seu potencial.

Quanto ao exame médico e ao exame psicológico, não há muito como se preparar. O máximo que você pode fazer é manter sua saúde em dia, alimentando-se bem, fazendo exercícios, mantendo o estresse sob controle, dormindo bem e fazendo check-ups regulares com seu médico.

Como ser policial federal: dicas gerais

  • Monte um plano de estudo baseado no edital anterior e faça as modificações necessárias quando o novo edital for lançado;
  • Organize-se para treinar para o teste de aptidão física com frequência, mas não todos os dias. O descanso faz parte de um bom treino e aumenta seu desempenho;
  • Fique ligado em todas as regras do edital, mesmo que elas sejam pequenas. Por exemplo, se o edital diz que a prova deve ser entregue em caneta preta ou azul, não leve sua caneta vermelha;
  • Busque um equilíbrio entre estudos, trabalho e vida pessoal. Dedicar-se exclusivamente aos estudos e deixar todo o resto de lado leva ao estresse, à fadiga, à falta de concentração e aos problemas de memória.

Com esse guia completo, você já sabe como ser policial federal. Comece a se preparar agora mesmo com um bom plano de estudo!

Quer se preparar ainda mais e ter as melhoras técnicas de estudo na palma das mãos? Conheça já a Liga Policial!