Como estudar conteúdos com poucas questões disponíveis?

Não é incomum começar a estudar um conteúdo, absorver o conhecimento e, na hora de partir para a prática, encontrar poucas ou nenhuma questão sobre o assunto para resolver. Aí começa o dilema: como estudar conteúdos com poucas questões?

Eu já expliquei, em outro artigo aqui do blog, o quão importante é estudar para os concursos resolvendo questões.

Isso porque, durante a resolução de exercícios, você exercita mais o cérebro, amplificando a sua capacidade de memorização.

Isso quer dizer que a prática ativa ainda mais o hemisfério esquerdo do cérebro, que é caracterizado por ter áreas responsáveis pelo raciocínio lógico, fala, matemática, linhas e mais – esse lado também é conhecido como o “cérebro acadêmico”.

Além disso, resolver questões te ajuda a adquirir a “malícia” de saber quais são as pegadinhas, pontos e vieses abordados de um determinado assunto, por diferentes bancas.

Diante de tantos benefícios dos exercícios, ter que estudar conteúdos com poucas questões disponíveis não parece fácil mesmo.

Contudo, essa situação não é o fim do mundo, colega. Há outras alternativas para assimilar a disciplina em questão e sair na frente da concorrência. Continue a leitura e entenda!

Em quais casos acontece de ter nenhuma ou poucas questões disponíveis?

Há várias situações em que você se depara com poucas questões disponíveis, por exemplo:

  • no estudo de uma lei nova;
  • uma lei que não é muito pedida em concursos;
  • uma lei muito específica de um estado/município;
  • um tópico pequeno ou novo de Tecnologia da Informação.

Além disso, pode ser que haja assuntos que quase nunca são cobrados, mas são citados no edital.

Em todos esses cenários, é normal bater a insegurança de estudar só a teoria e fazer resumos. Afinal, como saber, de fato, se você está dominando e irá acertar qualquer questão sobre o tema?

Estudando apesar das poucas questões disponíveis

Diante dessa situação, há muitas pessoas que sugerem que você elabore as suas próprias questões e resolva-as.

Entretanto, eu acho que essa é uma ideia contraprodutiva. Afinal de contas, se você mesmo idealizou a questão, muito provavelmente se lembrará do gabarito.

Há, ainda, quem sugere que você se reúna com outros colegas concurseiros e cada um elabore questões para que o outro resolva. É uma alternativa mais bem pensada mas, ainda assim, não é a minha favorita, porque depende de encontrar outros colegas tão determinados quanto você. Mas caso os encontre, é uma boa ideia sim.

Eu recomendo que você estude de forma totalmente ativa os conteúdos com poucas questões disponíveis.

Como estudar de maneira ativa?

Primeiramente, você deve colocar em prática o feeling de concurseiro, adquirido com as experiências de outras provas e conhecimento da banca.

Por exemplo, se você está estudando uma lei nova, que quase não tem questões, avalie antes o que a sua banca costuma cobrar de leis em geral.

Na hora de estudar o conteúdo em questão, busque marcar, sublinhar e destacar os aspectos que você acredita que sejam mais “a cara da banca”.

É importante ressaltar que os conteúdos com poucas questões devem ser marcados com marca-texto, estar acompanhados de anotações, post-its etc. Você deve registrar todo e qualquer insight que você tiver sobre o assunto!

Resumos e mapas mentais são muito bem-vindos em qualquer conteúdo, sobretudo nos que são carentes de questões. Não os dispense!

O tempo que você não ocupará resolvendo questões deve ser convertido em um estudo inteligente e ativo.

Não fique com medo de conteúdos com poucas questões ou muito novos

É claro que, diante de conteúdos com poucas questões e que são, além disso, novos, bate aquela insegurança de ter seu desempenho afetado.

No entanto, meu amigo, não será um assunto novo ou menor que afetará o seu sonho da aprovação.

Isso porque, principalmente quando se trata de conteúdos novos, são poucos os candidatos que dominam completamente o assunto (como é o seu caso) e muito poucos irão gabaritá-lo se vier complicado.

Quando se trata de pequenos tópicos, como uma lei pequena, você deve estudar atentamente – mas não precisa “morrer de ansiedade” se não tiver questões disponíveis.

Em suma, seu maior foco deve ser conteúdos mais extensos e altamente cobrados. Nesses casos, você deve ter a obrigação de cumprir as exigências do edital e acertar o máximo de questões possível.

Lembre-se de que os conteúdos com poucas questões são assim para todo mundo. Se não existem questões para você, não existem para ninguém. Vocês estarão em pé de igualdade.

Nesse caso, saia na frente estudando o conteúdo com dedicação, resumindo, fazendo mapas mentais etc. Além disso, busque ser muito bom nas disciplinas mais cobradas e decisivas!

Em resumo, se você estudar esse conteúdo com poucas questões e conseguir acertá-las na prova, está ótimo. Toda pontuação a mais é sempre bem-vinda.

No entanto, lembre-se de que, acima de tudo, o que definirá sua aprovação é uma boa performance nos assuntos mais cobrados.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Como resolver provas em menos tempo? Seja amigo do relógio!

Um grande desafio dos concurseiros é resolver provas em menos tempo. Quem nunca deixou de garantir a aprovação por poucos pontos? Nesses casos, muitas vezes, uma questão mais bem resolvida e pensada poderia te garantir resultados mais favoráveis.

Isso quer dizer que, quanto mais bem aproveitado é o tempo de prova, mais você terá melhor desempenho nas questões e maior chance de ter respostas assertivas. Dessa forma, sua competitividade aumenta, assim como a sua chance de ser aprovado.

No entanto, muitas vezes ficamos “agarrados” em questões difíceis e descuidamos do relógio. Em outros casos, perdemos o equilíbrio emocional diante de “brancos” e, enquanto isso, o tempo corre. Sem contar, também, os concurseiros que perdem tempo demais com idas ao banheiro.

Dessa forma, tão importante quanto um estudo de qualidade, é saber lidar com o relógio e aprender resolver provas em menos tempo, garantindo que você responda a tudo o que foi proposto.

Pensando nisso, separei alguns conselhos que vão te ajudar a resolver provas em menos tempo. Continue a leitura!

1. Simule a prova e treine em casa

A primeira dica pode parecer óbvia, mas só com muito treinamento você conseguirá resolver provas em menos tempo.

Isso envolve fazer simulados. Não quer dizer que, necessariamente, você deve fazer simulados pagos, de cursos. Você pode formular um simulado próprio.

O importante é reunir o número de questões de acordo com o escopo da prova – por exemplo – 20 de Português, 10 de Exatas, 10 de Direito de Constitucional etc.

Assim sendo, monte um pacote que reproduza o modelo da prova e reserve um espaço do seu dia para resolvê-la. Cronometre o horário da prova – 4h, 5h, 6h.

Lembre que, mesmo nos simulados, você deve reservar a meia hora final do prazo para marcar o gabarito.

Sendo assim, se sua prova simulada tem duração de 4h, considere 3h e meia para resolução e a outra meia-hora para marcação do cartão de respostas.

Vale também ressaltar que você deve, aos poucos, conseguir deixar mais margens no tempo.

Isso porque, ao resolver uma prova em casa, você está mais tranquilo, confortável e sem toda a pressão do dia da prova que, com certeza, poderá te roubar bons minutinhos.

2. Deixe as questões de interpretação de texto por último

Outra recomendação para resolver provas em menos tempo é deixar questões com textos muito longos por último.

Isso envolve, primordialmente, questões de Português, em que você deve ler grandes enunciados, interpretá-los para, aí sim, encontrar as respostas certas.

É importante lembrar que, na maioria das vezes, as bancas também costumam colocar as questões mais extensas primeiro.

Dessa forma, se ainda assim você optar por começar pela disciplina de Português, resolva primeiro as últimas questões deste bloco.

O mesmo conselho vale também para provas de Exatas e Contabilidade. Você deve verificar se as questões mais complexas não estão no início. Se sim, prefira fazer as mais rápidas primeiro.

Isso porque se, logo de cara, você ficar agarrado em questões longas ou muito complexas, você corre o risco de:

  • gastar tempo demais nelas e perder o tempo para o resto da prova;
  • se desgastar demais na resolução dessa questão e, na hora de resolver as mais fáceis, nem mesmo conseguir respondê-las;
  • perder seu equilíbrio emocional na prova por não conseguir respondê-las.

Assim sendo, resolvendo as menores e mais fáceis primeiro, você já as garante e não corre o risco de errá-las por cansaço, por falta de tempo ou por estar emocionado.

3. Treine contas para resolver provas em menos tempo

Essa é uma dica fundamental principalmente para concurseiros da área Fiscal: esteja com a matemática afiada.

Você deve se tornar um “viciado” em fazer cálculo. Isso significa treinar até ficar craque e parar de se enrolar com bobagens, como qualquer conta que envolva vírgulas.

Não estou dizendo que você deve ser um gênio, mas treine contas de vez em quando, de forma a se tornar mais ágil.

Uma boa dica é treinar contas inventadas em qualquer lugar: aguardando na fila do banco, no ônibus, no intervalo do trabalho e mais.

Em suma, saber fazer contas com rapidez pode ser o diferencial para resolver uma questão e garantir os pontos que farão diferença para a sua aprovação.

4. Não se prolongue em questões em que você está com dificuldade

Um erro clássico de todo candidato é: começar a resolver uma questão, ter dificuldades, se embolar e ainda ficar persistindo.

Nesses casos, se você perceber que apresentou muita dificuldade e ficou “agarrado”, fuja. Passe para a próxima questão.

Ou seja, se a conta estiver embolada ou deu branco na hora, pule. Há outras questões para você fazer que são mais rápidas.

5. Não se faz uma questão de Exatas sem olhar as alternativas

Outra sugestão valiosa é, antes de resolver uma questão de Exatas, analisar as alternativas.

Verifique quais respostas estão mais próximas uma das outras. Isso pode te dar uma ideia, por exemplo, de quantas casas decimais terá sua resposta certa. As alternativas também te dão um insight se a resposta deverá ser arredondada, se a resposta for com vírgulas e mais.

Por exemplo, se as respostas são 11,3, 11,4 e 11,15, obviamente uma casa decimal importa. Mas, se as respostas disponíveis são 11, 13 e 15, a casa decimal pode ser dispensada, eventualmente.

6. Tente simplificar seus cálculos

Na prova de matemática, para que fazer uma adição, uma divisão ou uma multiplicação se há outra alternativa de cálculo que é mais rápida e direta?

Isso serve, também, para cálculos rápidos – para que parar para calcular 11 x 4, por exemplo? Você pode, muito bem, pular essas etapas simples com cálculos mentais.

7. Beba água durante a prova

É muito importante que você se hidrate durante a prova – por isso, não se esqueça da garrafinha de água.

Para se ter uma ideia, um estudo feito pelas Universidades de East London e Westminster concluiu que estudantes que beberam água durante provas tiraram notas cerca de 5% melhores do que aqueles que não beberam, informou o site da BBC.

Isso não quer dizer que você deve tomar 500 ml de uma só vez, ficar com muita vontade de fazer xixi e, assim, perder tempo com várias idas ao banheiro.

Mas, com moderação, a água em pequenos goles de certa forma deixa seu cérebro mais ativo e é uma excelente pausa para respirar e recuperar a energia.

8. Não cisme e tente resolver questões por “honra”

Não tente resolver a todo custo uma questão que você não está conseguindo apenas porque você se sente “autoridade” no assunto ou é dedicado demais a disciplina.

Como assim, Alex? Eu, por exemplo, fiz especialização e mestrado em Estatística. Mesmo assim, eu não ficava agarrado em uma questão de Estatística que não conseguia resolver rapidamente apenas para honrar minha formação.

Dessa forma, meu conselho é que você seja humilde, aceite os obstáculos e, assim sendo, prossiga para as próximas questões.

Não é porque você estudou para caramba um assunto que você tem a obrigação de acertar todas as questões dele. Sua missão é, apenas, encontrar um meio de ver seu nome publicado no Diário Oficial da União.

Em suma, essas são 8 dicas valiosas para que você passe a resolver provas em menos tempo. Você tem alguma outra sugestão? Compartilhe com seus colegas concurseiros nos comentários!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Redação para concurso público: 7 dicas para escrever textos melhores

A redação para concurso público é uma das provas mais temidas pelos concurseiros. Isso porque, além de se preparar para um tema bem elaborado, os candidatos precisam estar afiados no português e conseguir manter um texto mais longo com coesão e coerência.

Saber desenvolver uma boa introdução, escrever bons parágrafos de desenvolvimento e concluir sem mais delongas é um desafio.

As redações em concursos são, na maioria das vezes, de caráter classificatório e eliminatório.

Por isso, uma redação de qualidade fará com que o candidato alcance as melhores posições, sendo um grande diferencial nesse objetivo.

Sendo assim, separei 7 dicas valiosas para que você possa gabaritar a redação para concurso público. Confira!

1. Estudar português ajuda a escrever uma boa redação para concurso público

Dominar a gramática, interpretar textos e escrever uma boa redação são competências indispensáveis para se garantir em qualquer cargo público.

Mas, existem muitas pessoas que deixam para estudar português por último, até mesmo nas semanas que antecedem as provas.

Isso acontece porque os concurseiros costumam achar que, por ser a nossa “língua materna”, o português é moleza.

No entanto, a língua reúne diversas regras, condições e detalhes que podem, sim, te confundir e atrapalhar o sonho da aprovação.

Dessa forma, o estudo da língua portuguesa deve ser priorizado durante a sua preparação para a redação para concurso público.

Eu recomendo que, de fato, você seja quase um neurótico. Leu algum texto e teve dúvida em alguma palavra, regra etc? Chegue a sua casa, pesquise e estude-a.

2. Aprenda teoria, mas treine bastante

Estudar a teoria de como redigir um bom texto e ler artigos sobre como estruturar uma redação para concurso público é importante (afinal, você está fazendo isso agora!).

Mas, boas redações são frutos, principalmente, de bastante treino. Assim como estudantes do ENEM, você deve escrever uma ou duas redações por semana.

Mas, como saber se estou seguindo o caminho certo, Alex? Para isso, existem professores que cobram para corrigir redações e este é um investimento válido.

Vale, também, pedir para que amigos ou familiares formados em Letras te deem um suporte na correção. Mas, é importante ressaltar, que buscar professores especializados em redação para concurso público é melhor.

É interessante, também, procurar colegas concurseiros mais experientes, que possam te dar uma forcinha na correção.

3. Escreva redações à mão, tomando cuidado com a caligrafia

Não, você não está mais na terceira série do ensino fundamental mas, para fazer uma redação para concurso público, deve voltar a ter cuidado com a caligrafia.

Ou seja, se a vida toda sua letra foi “meio embolada”, talvez seja a hora de praticar a escrita e torná-la o mais legível possível.

Sua caligrafia deve seguir um padrão legível por qualquer pessoa.

Da mesma forma que, na internet, um texto todo em caixa alta gera desconforto para a leitura, uma letra embolada não será agradável para os responsáveis pela correção.

Assim sendo, para testar se a sua letra está legível, escreva um texto e entregue para outra pessoa ler.

Mas não vale ser uma pessoa que convive com você e já conhece sua caligrafia – como mãe, namorada, namorado, pai e mais.

Dessa forma, peça para a pessoa apresentar as dúvidas que teve sobre o que está escrito e dizer quais letras ela não entendeu.

Assim, você terá em mãos seus principais defeitos de caligrafia e saberá em quais deles deve melhorar.

4. Cuidado com erros comuns de português

Comece, também, entendendo os erros de português mais recorrentes entre os concursandos:  mas ou mais? onde ou aonde? Como se usa o apóstrofo?

Pensando nisso, escrevi outro artigo aqui no blog com os 13 erros de português mais comuns entre concursandos

Além disso, eu apresentei os principais erros que podem aparecer em uma redação para concurso público em um vídeo. Confira!

As redundâncias também são um importante ponto de atenção! A redundância é o que vemos em termos como “política como um todo”, “descer para baixo”, “há cinco anos atrás”, entre outros.

Além disso, o “gerundismo” deve ser evitado – é a famosa “linguagem de telemarketing”, como “vamos estar enviando”, “vamos estar fazendo” e mais.

5. Veja as questões discursivas e a redação antes

Mesmo que você prefira resolver as questões objetivas primeiro, vale a pena, assim que pegar a prova, ver o que as questões discursivas ou a redação para concurso público estão pedindo.

Dessa forma, mesmo que em segundo plano, seu cérebro irá trabalhar em busca das informações necessárias para o seu texto.

E, se você tiver resolvendo uma questão objetiva e vier uma ideia para redação ou questão discursiva, anote-a no rascunho na mesma hora.

Essas ideias que vêm “fora de hora” já são bons gatilhos para começar um texto bem embasado.

6. Se possível, faça um rascunho

Se você tiver tempo o suficiente, não dispense a escrita de um rascunho da sua redação para concurso público.

O rascunho te dá a possibilidade de reorganizar as ideias, mudar trechos de lugar, melhorar palavras, revisar o texto, trocar alguns termos e mais.

Mas, eu sei que nem todas as provas dão a possibilidade de fazer rascunho. Mesmo assim, em um espaço à parte, organize primeiro as ideias.

Faça um roteiro em tópicos, listando os assuntos que deseja falar em cada parágrafo, a sequência de fatos, dados que deseja apontar e mais.

Jamais saia escrevendo de cara, à caneta, na folha oficial, as ideias que vêm à cabeça. Ordene-as minimamente primeiro!

7. Monitore o seu tempo de escrita

Em uma prova de redação para concurso público, o tempo para resolvê-la varia, quase sempre, em uma hora, uma hora e meia.

Dessa maneira, se você tem dificuldades para escrever e, por isso, tende a demorar, você terá que aprender a escrever mais rápido.

Mais uma vez, o treino é o seu principal aliado. Em casa, ao escrever redações, coloque um cronômetro para verificar quanto tempo você demora escrevendo a redação.

É claro que, nos primeiros textos, a tendência é que você demore um pouco mais. Mas, com o tempo, já mais treinado, você começará a escrever mais rápido.

Gostou das dicas? Mãos à obra! E não esqueça: a prova discursiva ou a de redação para concurso público costuma ser decisiva.

Isso quer dizer que, quem manda bem, costuma conseguir a aprovação, enquanto quem manda mal pode ter seu resultado afetado – mesmo que tenha acertado muitas das objetivas.

Quais são suas principais dificuldades com redação para concurso público? Compartilhe conosco nos comentários.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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Mulheres nos concursos: os desafios delas e os cuidados nos estudos

Dia 8 de março é celebrado o Dia Internacional da Mulher. Adotado pela ONU (Organização das Nações Unidas), a data ainda continua servindo como conscientização para evitar as desigualdades de gênero em todas as sociedades. Pensando nisso, hoje decidi comentar os desafios e a participação das mulheres nos concursos públicos.

Segundo uma pesquisa do jornal Correioweb, a cada 10 pessoas aprovadas em seleções para cargos na administração federal, sete são do sexo feminino.

Dessa forma, a tendência, dizem especialistas, é de que, em pouco tempo, elas passem a ser maioria nos três poderes.

Além disso, a maioria delas paga os estudos com o próprio salário. Primeiramente, as áreas de preferência delas no serviço público são tribunais, segurança pública e bancária.

Também há forte interesse pelos cargos jurídicos (Advogados da União e Ministério Público) e pelos que lidam com questões fiscais (gestores e analistas).

Nas últimas semanas, o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PHS), determinou que o efetivo feminino da Guarda Municipal passe para 20%. Atualmente, o índice obrigatório é de apenas 5%.

Em resumo, elas são fortes, determinadas e estão conquistando seu espaço no serviço público.

Pensando nisso, preparei este artigo para você, concurseira, para oferecer conselhos e outras dicas para a sua jornada de estudos. Continue a leitura!

Mulheres nos concursos precisam ter cuidado com o preciosismo e os detalhes

Nada melhor que conquistar um emprego que dependa somente da sua dedicação e trará benefícios como férias, 13º salário, licença-maternidade e tudo mais dentro dos padrões, não é mesmo, concursanda?

Assim sendo, em busca da estabilidade, as concursandas costumam ser caprichosas e ter muito cuidado com o estudo.

O problema, é quando o detalhismo ultrapassa o limite: excesso de post-its, canetas, resumos, aulas gravadas e mais.

É claro que resumos, marcações etc. podem trazer eficácia para os seus estudos, chamando a atenção para conteúdos importantes.

Mas, muitas vezes, o preciosismo pode afetar a sua eficiência em alguns momentos. Dessa maneira, faça resumos e anotações importantes, mas que não te tomem tempo fazendo-os.

Os resumos e anotações devem servir para tornar seu estudo mais ágil e otimizado, e não tomar muito do seu tempo de estudo preparando-os.

Portanto, minha dica é ser mais objetiva e linear na organização dos estudos. Ou seja, estude a teoria, mas descasque nos exercícios.

As tarefas de casa e os cuidados com as crianças não são só seus

Nós sabemos que, muitas vezes, as mulheres são prejudicadas quando o assunto é cuidar da casa e dos filhos, se tiverem.

Isso quer dizer que os companheiros se veem no papel de “suporte”, não compreendendo que o lar e os filhos também são responsabilidades deles.

A disparidade de gênero pode começar desde cedo e em casa. É o que mostra um estudo da Maryland Population Research Center, que analisou quanto tempo homens e mulheres de 15 a 19 anos passam fazendo tarefas domésticas.

Segundo a pesquisa, elas dedicam cerca de 45 minutos por dia à casa, enquanto eles dedicam meia hora.

Além disso, uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostrou que continua o predomínio expressivo da figura feminina como principal responsável pela criança nos domicílios.

Em 2015, das 10,3 milhões de crianças brasileiras com menos de 4 anos, 83,6% (8,6 milhões) tinham como primeira responsável uma mulher (mãe, mãe de criação ou madrasta).

O resultado? Mulheres sobrecarregadas, principalmente por conciliar jornadas triplas de estudo, trabalho e casa.

Facilitando os estudos da mulher

Tudo isso, é claro, pode afetar o desempenho das mulheres nos concursos. Assim sendo, se você é uma das mulheres nos concursos, busque formar uma rede de apoio para os seus estudos.

Aqui vão algumas dicas:

  • Cronograma: crie um cronograma de divisão das tarefas do lar com seu companheiro ou companheira; determine a responsabilidade de cada um na cozinha e na limpeza.
  • Organize seu dia: se for mãe, procure estudar enquanto as crianças dormem ou estão na escola.
  • Rede de apoio: também se for mãe e tiver condições financeiras de contratar uma babá, é uma opção muito válida. De alguma forma, procure apoio (mãe e marido, por exemplo) e divida responsabilidades.
  • Prefira videoaulas: conciliar trabalho, casa e maternidade pode ser difícil. Assim sendo, opte por videoaulas, pois você pode estudar no horário que for possível.

O serviço público irá garantir todos os seus direitos de maternidade

Infelizmente, sobretudo no setor privado, a falta de oportunidades e zelo para mulheres que desejam ser mães é cruel.

Uma pesquisa divulgada pela empresa de recrutamento Catho, mostra que, após a chegada dos filhos, as mulheres deixam o mercado de trabalho cinco vezes mais que os homens.

A pesquisa foi feita com 13.161 pessoas, e o levantamento concluiu que 28% das mulheres deixaram o emprego após a chegada dos filhos, versus 5% dos homens.

Dessa forma, a carreira pública é uma excelente alternativa para as mulheres nos concursos que desejam se tornar mães.

Isso porque seus direitos como a licença-maternidade são plenamente garantidos! Ou seja, no serviço público, as mães são bem-vindas.

São seis meses de licença-maternidade, sendo permitido emendar com as férias e, até mesmo, emendar outras gestações se quiser.

No serviço público seu cargo é preservado, assim como o seu direito de ser mãe dedicada a sua família.

Em suma, nós sabemos que os desafios são muitos, mulher. Mas, você tem uma inteligência e força ímpares!

Por fim, seja objetiva e busque delegar tarefas. Não tente abraçar o mundo. Com organização e disciplina, você tem tudo para conquistar a carreira estável que deseja.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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