Concurso federal: ainda vale a pena estudar para cargos deste nível?

Na última semana, escrevi um artigo sobre o Decreto 9.739/19, que trata com mais rigor os concursos públicos federais, gerando uma série de critérios para que novos certames possam ser realizados nessa instância. Sendo o decreto um verdadeiro filtro para novos certames, será que ainda vale a pena estudar para um concurso federal?

Os concursos de nível federal sempre foram os mais almejados, uma vez que reúnem bons salários, alta estabilidade, abrangência nacional, além do status de ser servidor público da União.

Entretanto, com o endurecimento dos concursos para essa área, muitos já se perguntam se não é melhor passar a prestar concursos estaduais e municipais – seja de forma definitiva ou até mesmo como um concurso escada, enquanto o federal desejado não vem.

Assim sendo, decidi escrever um artigo explicando se ainda vale a pena estudar para fazer um concurso federal. Continue a leitura!

Os concursos do Poder Executivo do Governo Federal

Primeiramente, vou partir do pressuposto de que o seu sonho é ter um dos cargos mais renomados do Poder Executivo Federal, como:

  • Auditor da Receita Federal;
  • Auditor Fiscal do Trabalho;
  • Analista de Finanças e Controle;
  • Analista de Planejamento do MPOG;
  • entre outros.

Nesses casos, se há outros concursos semelhantes a esses em vista, talvez seja uma boa opção cogitar fazê-los.

Por exemplo, há vários concursos de Fiscal de ICMS que são tão bem remunerados quanto os da Receita Federal.

Portanto, eu recomendo que você “olhe para os lados” caso já tenha anos de estudo.

Em contrapartida, se você tem pouco tempo de estudo e sonha com um desses cargos, agradeça ao Decreto 9.739/19 pois, assim, você terá tempo de sobra para estudar e estar 100% preparado para quando a oportunidade surgir.

Afinal, com pouco tempo de estudo, se tivesse algum concurso federal este ano, as suas chances de aprovação seriam mínimas.

Por que prestar um concurso estadual ou municipal agora?

Como eu já vinha dizendo, se você já percorreu um bom caminho nos estudos para um concurso federal, tentar um estadual, por exemplo, talvez seja vantajoso agora.

É claro que um concurso federal possui inúmeras vantagens, dentre elas a possibilidade de trabalhar em qualquer lugar do país.

Assim, você tem a chance de trabalhar onde você está, retornar para sua cidade/estado natal ou até mesmo se mudar para outra localidade que sempre desejou morar.

Além do mais, um concurso federal possui estabilidade maior em termos de salário e do status do cargo. Os salários, em geral, são mais altos e são profissões mais prestigiadas.

Quanto à lisura, um concurso federal também possui mais credibilidade. Geralmente, são administrados por bancas mais renomadas, como Cespe, FCC e outras, que possuem um estilo de prova bem definido e são confiáveis.

No entanto, um concurso estadual e municipal agora pode ser uma boa oportunidade, servindo até mesmo de concurso escada.

Você pode buscar opções com uma jornada de trabalho reduzida, de 6 ou 7 horas diárias, o que irá possibilitar ter mais tempo livre para estudar.

Além disso, o cargo assumido gera uma renda que vai custear livros, cursos e despesas pessoais enquanto você estiver estudando para o concurso federal almejado.

Isso, é claro, ajuda a diminuir a pressão familiar pelos resultados e é possível ter tranquilidade para estudar enquanto as contas são pagas sem sufoco.

Se você começou a estudar para um concurso federal agora, atente-se ao futuro

É claro que, começando a estudar agora, o ideal é manter o seu foco no concurso federal, caso seja seu sonho.

Entretanto, lembre que o futuro ainda é incerto. Pode ser que chegue ao final de 2020 e o seu concurso federal ainda não tenha sido realizado.

Dessa forma, após mais de um ano de estudo, você estará experiente e poderá avaliar outras oportunidades.

Meu saudoso amigo Deme dizia “não seja promíscuo” – ou seja, não fique mudando de área toda hora, mas esteja atento a oportunidades muito boas dentro da sua área.

Lembrando que, por hora, tentar um concurso estadual ou municipal não te impede de continuar estudando para o concurso federal desejado. Pelo contrário, pode te dar um fôlego extra, tanto de motivação quanto financeiramente.

Além do mais, há a chance de você se apaixonar pelo novo cargo e nem precisar voltar a ser concurseiro.

O novo decreto não é desculpa para deixar de estudar

É claro que o Decreto 9.739/19 enrijeceu os critérios para a realização de novos certames do nível federal.

No entanto, não ter previsão para o concurso federal que você almeja não é desculpa para não estudar.

Dessa forma, ou você continua estudando para quando o concurso federal almejado vier ou então é hora de rever as possibilidades e se dedicar a novos certames.

Fato é que a aprovação só virá com muito esforço e dedicação contínua! Dessa forma, não veja o Decreto 9.739/19 como um entrave, mas um respiro para estudar para um concurso federal. Ou, também, uma oportunidade de reflexão para buscar novas oportunidades.

Que tal uma ajudinha nos estudos?

De toda forma, para intensificar os seus estudos e não deixar o ritmo se perder neste momento, uma boa dica é investir em uma mentoria para concursos públicos.

Pensando nisso, montei um programa de mentoria, que é a Liga da Aprovação, com foco nas áreas Fiscal e Policial.

Os programas de mentoria da Liga da Aprovação vão prepará-lo em alto nível para qualquer concurso desejado nessas áreas.

A Liga envolve dicas e estratégias para você fazer o seu tempo dedicado aos estudos valer a pena!

Diferentemente de um coaching, nossa mentoria permite que cada aluno desenvolva seus estudos de maneira única e personalizada. São:

  • Seis meses de mentoria comigo;
  • Atividades ao final de cada módulo;
  • Descontos nos serviços de nossos diversos parceiros e professores;
  • Tira-dúvidas individualizado.

Em suma, garantir sua vaga no serviço público é questão de muito esforço. Seja lá qual for a esfera, há oportunidades boas para você. Reflita, faça escolhas e lute!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

Decreto 9.739/19 e os concursos públicos: quais são as mudanças?

No dia 28 de março de 2019, o Presidente da República assinou o Decreto nº 9.739/19, que estabelece novas normas para concursos públicos da administração pública federal direta, autárquica e fundacional. Assim sendo, muitos concursandos estão se perguntando sobre a relação entre o Decreto 9.739 e os concursos públicos.

Em primeiro lugar, o Decreto é um verdadeiro filtro para a realização de novos certames. Mas isso não quer dizer que ele impede a abertura dos concursos, mas sim os trata com mais rigor.

Para se ter uma ideia, em seu artigo 6º, ele elenca 14 incisos que estabelecem requisitos para a realização de certames, de forma a demonstrar a necessidade de novas contratações e seus reflexos financeiros.

Dessa forma, o Decreto 9.739/19 causou grande rebuliço entre os concursandos, que temeram a redução do número de certames e vagas disponíveis nos próximos anos.

Sendo assim, resolvi trazer alguns esclarecimentos sobre o Decreto 9.739/19 e os concursos públicos. Entenda!

As particularidades e mudanças do Decreto 9.739/19

Antes de mais nada, é necessário ressaltar que os impactos do Decreto 9.739/19 se dão apenas para o Poder Executivo Federal. Concursos do Poder Legislativo e Judiciário não são afetados, muito menos os dos executivos estaduais e municipais.

Assim sendo, na medida em que o Decreto 9.739/19 trata com mais rigor a realização de concursos públicos, algumas normas foram estabelecidas:

Quem é o responsável por autorizar concursos públicos?

O Ministro da Economia será o responsável por autorizar concursos públicos no âmbito federal, exceto para a AGU, para concursos de Diplomatas e a Polícia Federal, em que a competência ficará com os respectivos chefes:

  • As carreiras de Advogado da União, de Procurador da Fazenda Nacional e de Procurador Federal ficam a cargo do Advogado-Geral da União;
  • A carreira de Diplomata fica a cargo do Ministro de Estado das Relações Exteriores;
  • A carreira de Policial Federal fica a cargo do Diretor-Geral da Polícia Federal.

No caso da Polícia Federal, os concursos acontecerão quando mais de 5% dos cargos da carreira estiverem vagos ou, mesmo que tenha menos de 5% dos cargos vagos, se houver necessidade no entendimento do Ministro da Justiça e Segurança Pública.

Propostas dos órgãos devem ser encaminhadas até 31 de maio de cada ano

As propostas devem ser encaminhadas ao Ministro da Economia até o dia 31 de maio de cada ano.

Quando couber, elas serão submetidas à apreciação da Casa Civil da Presidência da República.

De acordo com o texto, cada pedido deve conter:

I – a justificativa da proposta, caracterizada a necessidade de fortalecimento;

II – a identificação sucinta dos macroprocessos, dos produtos e dos serviços prestados pelos órgãos e pelas entidades; 

III – os resultados a serem alcançados com o fortalecimento institucional.

O pedido de autorização (o checklist para a realização de concursos)

Os órgãos, agora, devem apresentar praticamente um “checklist” que justifique a autorização do pedido de concurso.

Entre os principais critérios no Decreto 9.739/19, podemos citar:

I – o perfil necessário aos candidatos para o desempenho das atividades do cargo;

II – a descrição do processo de trabalho a ser desenvolvido pela força de trabalho pretendida e o impacto dessa força de trabalho no desempenho das atividades finalísticas do órgão ou da entidade;

III – a base de dados cadastral atualizada do Sistema de Pessoal Civil da Administração Federal – SIPEC e o número de vagas disponíveis em cada cargo público;

IV – a evolução do quadro de pessoal nos últimos cinco anos, com movimentações, ingressos, desligamentos e aposentadorias e a estimativa de aposentadorias, por cargo, para os próximos cinco anos;

V – o quantitativo de servidores ou empregados cedidos e o número de cessões realizadas nos últimos cinco anos;

Há, ainda, outros nove critérios para o pedido ser autorizado, que você pode conferir na íntegra no site do Planalto.

Como ficam as nomeações e os cadastros de reserva?

Com o Decreto 9.739/19, fica determinado que só é possível nomear 25% a mais do que a quantidade do número original de vagas durante o período de validade do concurso.

O período de validade, por sua vez, não sofre alterações – podendo ser de até dois anos, prorrogado por igual período, conforme a CF/88.

Por fim, ficou autorizada a realização de concursos com cadastro de reserva.

Validade de abertura e publicação de editais

Agora, fica determinado que o prazo de validade das autorizações para a abertura do concurso será de 6 meses,como já era antes.

Já o edital deverá ser publicado no Diário Oficial da União com antecedência mínima de 4 meses antes da aplicação da prova, e isso ampliou bem o prazo anterior, o que para mim é o maior ganho para os candidatos vindo deste decreto.

Previsões obrigatórias em editais

O edital deve constar algumas previsões obrigatórias de grande relevância para os candidatos, tais como:

  • Quantitativo de cargo;
  • Reservas de vagas;
  • Descrições precisas das disciplinas aplicadas nas provas;
  • Data provável das provas.

Cobrança de inscrição no concurso

O valor cobrado a título de inscrição no concurso público será fixado em edital, considerados os custos estimados indispensáveis para a sua realização e ressalvadas as hipóteses de isenção nele expressamente previstas, respeitado o disposto no Decreto nº 6.593, de 2 de outubro de 2008.

Quais são as vantagens e os malefícios do Decreto 9.739/19 para os concursos públicos?

Primeiramente, a pergunta que sempre chega até mim é: “Alex, será que agora vai ficar mais difícil sair concursos para a Receita Federal?”.

Para entender essa questão, precisamos fazer uma reflexão. Antes não havia regulamentação para quase nada. Primeiramente, os pedidos eram realizados para o MPOG e o respectivo Ministro ficava “mendigando” para ter seu concurso liberado.

Agora, pelo menos, a maioria dos pedidos ficam centralizados na figura do Ministro da Economia.

Primeiramente, é preciso respirar mais aliviado, pois antes o atual Governo Federal dizia que não haveria concursos enquanto não houvesse uma regulamentação.

Pois bem, agora a situação foi regulamentada – mas, convenhamos, foi mais regulamentado do que a gente gostaria!

Mais tempo entre edital e prova te dá margem para estudar disciplinas específicas

Em contrapartida, como já falei anteriormente, o prazo entre o edital e a prova agora é de, pelo menos, quatro meses. Isso confere tempo de sobra para que você possa aprender e ficar craque nos assuntos “surpresa”, ou seja, aqueles que não constavam no edital anterior.

Isso te dá a liberdade para estudar as disciplinas gerais da sua área e depois conseguir se dedicar às disciplinas específicas do concurso.

Assim sendo, se você sonha em fazer um concurso da Receita Federal, por exemplo, mas flerta com outros cargos de ICMS e ISS, dá tempo de ficar afiado nas disciplinas específicas da Receita após seu edital.

Aprendendo as disciplinas básicas, você terá de 4 a 10 meses (entre a autorização e a publicação do edital) até a prova para saber tudo sobre as disciplinas específicas da Receita Federal.

Se você já tem uma base forte de estudos, comece também a olhar para os lados

Com o enrijecimento das autorizações dos concursos federais, se você já tem uma base de pelo menos um ano de estudo e almeja a área fiscal, o momento é propício para ampliar suas oportunidades.

Já pensou, por exemplo, em tentar um cargo de Fiscal de ISS em uma grande prefeitura? O ano de 2019 é favorável para essas oportunidades, pois é o terceiro ano dos mandatos de prefeitura.

Assim sendo, verifique se há oportunidades na esfera municipal que são capazes de suprir suas necessidades.

Concursos para MPOG, MDIC, Analista de Finanças e Controle, entre outros: há previsões?

Não estou querendo jogar um balde de água fria na sua cabeça, mas para esses cargos vai ser bem mais difícil ter concursos em 2019 e até mesmo concursos em 2020.

Isso porque são cargos mais difíceis de convencer que há necessidade de pessoal. Em geral, há áreas ainda a serem mais informatizadas, dá para puxar uma galera que está emprestada em outro órgão, entre outras questões.

Genericamente, os outros concursos da área federal eu arrisco a dizer concursos apenas a partir de 2021.

Contudo, a Receita Federal é um dos órgãos que está com mais carência de pessoal, tanto para o cargo de Auditor quanto para o cargo de Analista. Além disso, é um órgão vital para a arrecadação nacional.

Para o cargo de Auditor-Fiscal do Trabalho, apesar de ser um cargo que já está sucateado, acredito que seja uma das grandes chances para 2021.

Para 2019, a possibilidade de realização de concursos é quase mínima. Se ocorrer, talvez, haverá para o INSS, que está com uma carência de, aproximadamente, 19 mil cargos. Além disso, é evidente que a demanda de aposentadorias irá aumentar com uma possível concretização da Reforma da Previdência.

Mas não desanime!

Lembre-se de que as coisas no serviço público caminham lentamente. Se um dos objetivos do Decreto 9.739/19 é informatizar funções, acredite que essas questões levam tempo.

E, até lá, você acha mesmo que os órgãos podem deixar de funcionar? De forma alguma. Dessa maneira, a necessidade de pessoal continua.

Os concursos podem demorar, mas não estão extintos. Assim sendo, continue a estudar, mas sem ficar na ansiedade por certames ainda em 2019.

Seu sonho é ser concursado? Continue estudando!

Posso afirmar que, “nunca antes na história desse país”, houve uma época tão escassa de concursos públicos.

Dessa forma, cabe a você, meu caro concursando, avaliar suas opções e ampliar suas oportunidades.

Vale a pena tentar mais de uma opção na própria área ou até mesmo tentar outras áreas conceituadas.

Fato é que você não pode deixar de estudar e se preparar, seja lá se há previsão para o certame desejado e qual for a área de estudos escolhida.

Dessa forma, buscar uma mentoria, para ter um acompanhamento mais próximo da evolução dos seus estudos, é fundamental.

Com a mentoria, você não perde tempo com estratégias de estudo pouco eficazes, otimizando a sua rotina de estudos.

Com a minha experiência de mais de 30 anos com concursos, montei um programa de orientação para concursandos, que é a Liga da Aprovação, com foco nas áreas Fiscal e Policial.

A Liga foi feita especialmente para estudantes que querem cortar caminho na árdua caminhada dos estudos e garantir sua aprovação o mais rápido possível.

Diferentemente de um coaching para concursos, nossa mentoria permite que cada aluno desenvolva seus estudos de maneira única e personalizada. São:

  • Seis meses de mentoria comigo
  • Atividades ao final de cada módulo;
  • Descontos nos serviços de nossos parceiros e professores,
  • Tira-dúvidas individualizado e muito mais.

Tem alguma outra dúvida sobre o Decreto 9.739/19 e os concursos públicos? Compartilhe comigo nos comentários!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

CONCURSOS FISCAIS: As principais características

Os concursos para a área fiscal são muito populares e concorridos, e o que esses cargos têm de tão atrativos? Hoje vamos conversar sobre as principais características do concurso público para Auditor Fiscal, como são os cargos da área e o que eles fazem. Além da boa remuneração, existem outros fatores que tornam o cargo de auditor tão cobiçado, seja o Auditor Fiscal da Receita Federal ou o Auditor Fiscal do Trabalho, por exemplo.

O concurso Receita Federal é sempre concorridíssimo, assim como todos os outros para auditoria e Diante dos problemas econômicos enfrentados pelo país atualmente, os concursos fiscais acabam sendo muito aguardados pelos concursandos de todo o Brasil. De acordo com o site Folha Dirigida, o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, destacou a urgência da abertura do certame. Ele afirmou ainda que mesmo com o programa de demissão voluntária (PDV) a Receita não pode abrir mão de nenhum funcionário atualmente, pois o déficit de profissionais é alto e a Receita não realiza concurso para analista, por exemplo, já há cinco anos.

Portanto, os candidatos devem, como de costume, manter-se firme nos estudos. A área fiscal oferece excelentes salários e boas condições de trabalho. Em um ambiente muitas vezes instável, como é o mercado brasileiro, uma oportunidade de emprego dessas pode ser a passagem para uma vida mais tranquila e financeiramente segura. Hoje vamos conhecer um pouco sobre esses cargos, o que fazem e como é o dia a dia do profissional!

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Faculdade de 2 anos serve para concurso público? Conheça o tecnólogo!

Não é segredo para ninguém que os cargos mais bem remunerados e mais concorridos do serviço público exigem nível superior. No entanto, dedicar-se a fazer um curso de quatro ou cinco anos pode não ser prático e financeiramente viável para muitas pessoas. Nesses cenários, muitos encontram a oportunidade do tecnólogo e se perguntam se essa faculdade de 2 anos serve para concurso público.

O curso tecnólogo é um tipo de graduação voltada para quem deseja ingressar rapidamente no mercado de trabalho.

Para ingressar em um tecnólogo, o estudante precisa ter certificado de conclusão de Ensino Médio. O curso exige estágio obrigatório ou apresentação de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC).

E a boa notícia é que diversos cargos públicos que exigem nível superior já reconhecem o tecnólogo.

Assim sendo, cabe a você analisar as exigências do concurso dos seus sonhos e avaliar os prós e contras do tecnólogo para a sua vida profissional. Confira alguns conselhos sobre esse assunto!

Tecnólogo realmente vale a pena?

Em primeiro lugar, entenda que o tecnólogo é o curso oferecido em algumas universidades brasileiras e apresenta características muito interessantes, como:

  • menor tempo de duração;
  • maior especialização;
  • variedade em áreas de atuação.

E o curso de tecnólogo confere às pessoas a possibilidade de fazer concursos que exigem nível superior de graduação.

Há, ainda, expresso no portal do MEC, a regulamentação de que o tecnólogo possibilita a realização de concursos que exigem nível superior:

“O contratante tem autonomia para decidir a qualificação do servidor que busca. Contudo, caso a exigência seja de nível superior e/ou graduação, o formado em cursos tecnólogos está apto a prestar o concurso. Ressalte-se a exceção em caso de solicitação específica da formação em licenciatura e/ou bacharelado. Portanto, o fator determinante é o teor do edital de cada concurso no qual estarão discriminados os títulos exigidos.”.

Assim sendo, é cada edital de cada concurso que irá validar o tecnólogo para o cargo. Logo, se o edital vier exigindo “nível superior” ou “graduação de nível superior”, a faculdade de 2 anos serve para concurso público.

Se você está decidido a tentar concursos, é uma opção que vale a pena

Primeiramente, antes de decidir começar um tecnólogo, avalie o contexto em que você se encontra e o quanto você está determinado a tentar concursos públicos.

Se você ainda não tem uma graduação ou mal começou uma e seu maior sonho é seguir na carreira pública, talvez o tecnólogo seja o caminho mais rápido e prático.

Sendo assim, se você está decidido a fazer concurso para uma área que aceita esse tipo de formação, a faculdade de 2 anos será uma “mão na roda”.

Ou seja, a faculdade de 2 anos serve para concurso público tanto no sentido legal quanto como um caminho mais curto e prático para te qualificar para alcançar seus sonhos.

Mas e se eu desistir da vida de concurseiro?

Em contrapartida, se você não está muito seguro de que deseja prestar concursos, tome cuidado antes de fazer um tecnólogo.

Assim sendo, se você vier a desistir dos concursos, você terá em mãos um título de tecnólogo, não de bacharel ou licenciado, o que pode restringir alguns caminhos que uma graduação tradicional já possibilita.

Mas, se seu sonho é ser Fiscal, Policial, entre outros, independente da sua formação, o tecnólogo é uma escolha inteligente.

Dessa forma, avalie se ingressar em um cargo público é uma certeza para a sua vida.

Faculdade de 2 anos serve para concurso público se for regulamentada

Antes de iniciar um tecnólogo, verifique se o curso tem diploma reconhecido pelo MEC. Só assim você irá garantir que a sua faculdade de 2 anos serve para concurso público.

Isso é uma recomendação ainda maior para quem pretende fazer um curso à distância.

Assim sendo, entre no site ead.com.br e verifique as graduações à distância disponíveis e quais já são reconhecidas pelo MEC. Muitas vezes o curso está apenas autorizado, o que não quer dizer que ele irá servir para concursos públicos.

Ou seja, de preferência, faça um curso que já seja reconhecido pelo MEC. Dessa maneira, você não sai prejudicado nem nos concursos públicos, nem na iniciativa privada, caso precisar.

Para que serve o diploma de nível superior para fins de concurso público?

Praticamente todos os concursos da área Fiscal (Auditor da Receita Federal, Analista da Receita Federal e Auditor-Fiscal do Trabalho, por exemplo) aceitam formação em tecnólogo.

O mesmo acontece para a maioria dos cargos de fiscal de ICMS nas unidades de federação brasileiras, com exceção de seis estados:

  • Roraima;
  • Rondônia;
  • Bahia;
  • Rio de Janeiro;
  • Tocantins;
  • Rio Grande do Sul.

Para concursos de fiscais de ISS (municipais), há várias cidades que aceitam o tecnólogo como nível superior, mas isso varia muito, pois são muitas cidades.

Se você deseja tentar um cargo de fiscal de ISS, procure antes o último edital do concurso e veja se a lei que rege o cargo aceita a formação em tecnólogo.

Um próximo concurso pode restringir as formações de nível superior?

Uma insegurança muito grande de quem tem ou pensa em fazer um curso tecnólogo é se os próximos editais dos concursos almejados podem excluir a faculdade de 2 anos (ou até mesmo restringir a alguns cursos de graduação específicos).

Meu amigo, não se preocupe com isso! Falo isso com toda a certeza do mundo porque quem determina essas condições é a lei que rege o concurso/cargo.

Todo cargo possui uma lei que o rege. Logo, uma lei explicita qual é a formação necessária para se tornar fiscal, policial, analista e mais.

Dessa forma, o edital apenas obedece à lei que o rege, não podendo restringir as formações ou em cursos de graduação tradicionais.

Praticamente todos os concursos de nível superior mais renomados, como Receita Federal, Polícia Rodoviária Federal, entre outros, aceitam o tecnólogo.

É importante lembrar que os concursos específicos da área jurídica são limitados para graduação em Direito.

Eu, por exemplo, tenho inúmeros colegas fiscais que possuem formação em tecnólogo e estão seguindo carreira na área fiscal.

Mais do que ter uma graduação, é necessário se preparar e muito para o concurso desejado

Se você está decidido a fazer um tecnólogo ou já possui essa formação, o próximo passo é aprofundar seus estudos.

Além de ter bons materiais, estudar regularmente e definir uma rotina de estudos que envolve boas horas de dedicação, as aulas são importantes aliadas.

Além das aulas, cresce a procura por mentoria para concursos públicos. Em geral, são orientações oferecidas por especialistas para que você estude de forma otimizada, ganhe confiança e seja aprovado.

Eu mesmo sou mentor de concursos públicos há vários anos e ajudo concurseiros a terem sucesso em sua jornada de estudos.

Para quem está iniciando a vida de concurseiro, preparei um curso gratuito, com quatro aulas, chamado Jornada da Aprovação:

  • Aula 1: Einstein Concurseiro – Mito dos Gênios
  • Aula 2: 7 pontos chave
  • Aula 3: Ferramentas da Aprovação
  • Aula 4: Quero ser Aprovado

As aulas são direcionadas para qualquer área de concursos. São técnicas, atalhos, dicas e estratégias para você fazer o seu tempo dedicado ao estudo para provas de concurso valer a pena!

Por fim, se o seu sonho é ser concursado, você não precisa fazer uma graduação tradicional por ego. A faculdade de 2 anos serve para concurso público sim!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

Como ser um perito criminal: saiba quais são os requisitos

Você já deve ter visto isso na televisão, seja em séries ou filmes: um crime acontece e, logo depois, aparece uma equipe da polícia acompanhada de pessoas altamente especializadas que coletam materiais, tiram fotos da cena e discutem como o crime pode ter ocorrido.

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Dicas de como se concentrar nos estudos para concurso

Já dei algumas dicas para concurso aqui no blog e nas redes sociais sobre como organizar o ambiente de estudo. Também falei sobre alimentação, exercícios físicos e sobre manter o sono em dia. Mesmo assim, existe um fator que pode ser determinante no rendimento dos seus estudos: a sua capacidade de atenção e concentração. E como se concentrar nos estudos para concurso de uma forma melhor?

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5 mentiras que os concursandos contam para si mesmos e para outros

Na última segunda-feira, foi “comemorada” uma data muito divertida para os brasileiros: o dia da mentira. E aí, caiu em alguma pegadinha? Infelizmente, não é só no dia 1º de abril que estamos sujeitos aos enganos. Muitas vezes, nós mesmos mentimos pra gente. Além disso, para quem estuda para concursos, a autossabotagem pode ser recorrente. Por isso, pensei em algumas mentirinhas que os concursandos contam para si mesmos e para os outros.

Seja sobre a quantidade de horas que irá estudar, ao acreditar que concurso é algo para gênios ou que você não conseguirá passar, as mentiras e mitos que envolvem os concursos são muitos.

Dessa maneira, cabe a você se livrar das mentirinhas que conta para si mesmo, bem como driblar a negatividade dos outros para, assim, alcançar o sucesso.

Muitas vezes, você não percebe que várias atitudes e posturas não passam de mentiras que os concursandos contam.

Pensando nisso, elenquei alguns desses mitos, boatos e histórias da carochinha para que, a partir de hoje, você tenha um melhor desempenho na sua jornada. Confira!

1. “Eu não passei no concurso por causa da banca/de fraude”

Essa é uma das maiores mentiras que os concursandos contam para eles mesmos e para os amigos.

Não é incomum que, em caso de reprovação, você procure um culpado. Mas, muitas vezes, é difícil aceitar que ele é você.

Logo, nesses casos, quando a culpa cai para a banca, é comum proferir frases como:

  • “a banca não anulou a questão que estava errada”;
  • “se não fosse aquela questão, eu teria entrado”;
  • “a banca fez uma prova nada a ver com o edital”.

Será mesmo que tudo isso é verdade? Então, o que justifica o fato de ter candidatos aprovados ou que tiveram desempenho melhor que o seu? A culpa é, de fato, da banca?

Assim sendo, você deve, antes de culpar a banca, dizer que foi fraudado e mais, fazer uma autoavaliação.

Além do mais, vamos supor que, de fato, questões que você errou poderiam ser anuladas mas não foram.

Quanto foi a pontuação mínima necessária para o último candidato aprovado ser aprovado?

Ou seja, você não poderia ter feito pelo menos o mínimo, sem depender dessas questões, acertando outros conteúdos que errou de bobeira?

Assim, diante das falhas, busque, primeiramente, entender no que e como você pode melhorar para obter sucesso na próxima oportunidade.

2. “Eu passei no concurso mas não fui chamado”

Essa é uma das mentiras que os concursandos contam a rodo. E que é, sem sombra de dúvidas, uma grande lorota, caso não se trate de um concurso realizado antes de 2011.

Isso porque, até o ano de 2011, os órgãos públicos poderiam anunciar vagas, fazer concurso, mas não chamar e ficar por isso mesmo, pois o direito à vaga era subjetivo.

Eu mesmo vi isso em 1992, quando fui aprovado para o cargo de Auditor Fiscal da Prefeitura de Belo Horizonte; havia saído o edital para 87 vagas e, aí, só chamaram 70.

Esses sim 17 remanescentes sim, passaram, mas não foram chamados, então eles poderiam dizer que passaram no concurso porque estavam dentro do número de vagas previamente anunciadas.

No entanto, depois de 2011, o Supremo Tribunal Federal decidiu que, caso você seja aprovado dentro do número de vagas, o órgão é obrigado a te chamar.

Dessa forma, fazer o mínimo, ser qualificado ou classificado, mas não estar entre o número de vagas, não significa passar no concurso.

Se você cumpriu todos os requisitos, mas ficou fora do número definido de vagas, infelizmente você não passou, meu amigo. Se depois for reclassificado, maravilha, poderá dizer que passou, mas caso isso não role, você não passou e ponto final.

3. “Depois do edital, eu vou ser outra pessoa, estudarei mais do que nunca!”

Não é incomum todo concurseiro achar que, com o lançamento do edital, irá se tornar uma máquina de estudar, atingindo até 10 horas de estudo por dia.

Essa é a pior das mentiras que os concursandos contam. O tempo de estudo não é determinado pela proximidade do concurso, mas sim um ritmo e um hábito.

É a mesma coisa que você não estar acostumado a correr e, de repente, na segunda-feira, querer ir correr uma maratona.

Da mesma forma, não dá para estudar 2h, 3h por dia e, quando o edital for lançado, querer render 8h, 9h.

Você leva um bom tempo até se acostumar fisicamente e psicologicamente com uma jornada de estudo mais intensa.

Ou seja, mesmo que o edital não tenha previsão nenhuma de ser lançado, comece, aos poucos, intensificando sua jornada de estudo. O número de horas líquidas deve ser aumentado de forma progressiva.

Aí, só assim, você conseguirá dar o gás necessário e da forma que deseja durante a fase pós-edital.

Lembrando que o estudo pós-edital deve ser direcionado para estudar as “surpresinhas” do edital, revisar o conteúdo e treinar ainda mais questões.

Deixar para aprender coisas que você já tinha certeza que iam cair só depois do edital é dificultar, e muito, a sua aprovação!

4. “Concurso não é tão difícil, eu vou passar em 6 meses/1 ano”

Essa é uma das mentiras que os concursandos contam e, também, um prato cheio para se decepcionar.

Entenda que não é porque você tem formação na área do concurso que deseja prestar que será muito simples ser aprovado.

Dependendo do concurso que você deseja tentar, pode demorar anos para você ser aprovado.

É claro que quem possui uma base boa, sai na frente, mas, de toda forma, você precisa se dedicar, ter bons materiais de estudo, ter bons métodos de estudo, ganhar experiência e fazer muitos exercícios.

Além do mais, o concurso que você tanto deseja pode não sair tão cedo. Assim sendo, pode ser que você tenha que estudar por vários anos até obter sucesso.

5. “Concurso é só para gênios”

Essa é uma das mentiras mais antigas do mundo dos concursos: que, a carreira pública, é só para gênios.

Quem passa nos concursos é gente normal como eu ou você, que em uma bela hora resolveu tomar um rumo na vida e estudou anos até conseguir ser aprovado.

Eu, por exemplo, nunca fui conhecido pela minha genialidade, mesmo sendo aprovado em diversos dos mais concorridos concursos do país.

O percentual de gênios na população é pequeno e, muitos deles, utilizam este talento em outras carreiras.

Entenda de uma vez por todas que garantir uma aprovação é questão de prioridade! Se você colocar na sua cabeça que não interessa todas as bobagens que já fez estudando, que agora irá se dedicar, você poderá alcançar resultados fantásticos.

Estudar, sem sombra de dúvidas, é costume. Se você nunca foi muito acostumado a estudar pesado, irá sentir dificuldade nos primeiros meses.

Mas, depois, sua concentração irá melhorar e você sentirá que estará rendendo bem melhor nos estudos.

Agora que já listei as mentiras que os concursandos contam, faça uma reflexão sobre como você está se enganando na sua jornada de estudo.

Lembre-se de que você é o único responsável pelo seu destino e pode protagonizar uma vida extraordinária. Basta ser sincero, dedicado e correr em busca dos seus sonhos.

Lembrou-se de alguma outra mentira que os concursandos contam frequentemente? Compartilhe conosco nos comentários.

Um abraço, Alexandre Meirelles.

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