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13 erros de português mais comuns entre os concursandos

Dominar a gramática, interpretar textos e escrever uma boa redação são competências indispensáveis para se garantir em qualquer cargo público. Por isso, conhecer os erros de português mais comuns deve ser uma missão dos concursandos.

Primeiramente, é necessário dizer que existem muitas pessoas que deixam para estudar português por último, até mesmo nas semanas que antecedem as provas.

Isso acontece porque os concurseiros costumam achar que, por ser a nossa “língua materna”, o português é moleza.

No entanto, a língua reúne diversas regras, condições e detalhes que podem, sim, te confundir e atrapalhar o sonho da aprovação.

É muito comum que o candidato leia os textos apenas uma vez e assinale a resposta achando que já entendeu tudo.

Mas cuidado! Assim como as disciplinas específicas, a Língua Portuguesa demanda dedicação e atenção para ser estudada.

Pensando nisso, elenquei os 13 erros de português mais comuns entre os concursandos para que você não venha a cometê-los. Confira!

1. Onde x Aonde

Este, sem sombra de dúvidas, é o primeiro dos erros de português mais comuns entre os concursandos.

Primeiramente, é necessário entender que “onde” dá a ideia de permanência e lugar. Por exemplo:

  • “Onde você nasceu?”

Portanto, “onde” deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa a ideia de lugar.

Em uma redação, para evitarmos a repetição do uso desses advérbios, podemos usar os seguintes pronomes relativos: ‘’em que’’, ‘’na qual’’ ou ‘’no qual’’.

Já o “aonde” é um advérbio, mas não deve ser utilizado quando a ideia for de lugar, no sentido de localização, mas quando transmitir a ideia de movimento.

Portanto, preste atenção aos verbos, pois os que indicam movimento, tais como: ir, chegar e dirigir pedem o uso de “aonde”. Exemplo:

  • Aonde você irá depois das visitas?

“Onde” refere-se apenas a um lugar físico!

Outro erro muito recorrente do uso do “onde” é utilizá-lo para referenciar outros fatores. Dessa forma, o “onde” deve ser usado apenas para indicar lugares físicos.

Em muitos casos, você deve utilizar, como falado anteriormente, pronomes relativos: ‘’em que’’, ‘’na qual’’, ou ‘’no qual’’.

2. Outro dos erros de português mais comuns é o uso do “através”

O termo “através” é utilizado, com muita frequência, erroneamente. Isso porque a palavra “através” é classificada como um advérbio e significa “aquilo que passa de modo transversal”, “que se pode atravessar”.

Como exemplo, podemos citar:

  • Vi o meu marido chegando bêbado em casa através do olho mágico da porta.

Sendo assim, a locução “através de” possui significado ligado a movimento físico, porque indica a ideia de atravessar.

Dessa forma, se você deseja passar a ideia de “por intermédio de”, deve utilizar as expressões “por meio de”, “mediante”, entre outros.

Esses termos estão relacionados à ideia de instrumento, utilizado na execução de determinada ação. Exemplo:

  • Conheci minha namorada por meio de amigos.

3. Uso do “mesmo”

Diz a gramática que não se deve usar a palavra “mesmo” como pronome pessoal. Para se ter uma ideia, a famosa frase “antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar”, apresenta um erro no uso do “mesmo”.

A placa que encontramos na porta dos elevadores é consequência de leis municipais aprovadas pelas Câmaras de Vereadores de cada cidade, como a de São Paulo.

E a lei estendeu-se por todo o país, difundindo o erro de gramática em edifícios de todo o Brasil.

Na verdade, o pronome “mesmo” tem a função de retomar uma oração ou reforçar um termo de natureza substantiva. Por exemplo:

  • Ele é uma pessoa extremamente estudiosa e espera que eu faça o mesmo.
  • Eu mesmo que multei a empresa.

4. Mas x mais

Esse é um dos erros de português mais comuns e também um daqueles que mais saltam aos olhos de quem lê.

Em resumo, apesar da sonoridade parecida, essas palavras têm funções completamente distintas.

A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica a soma ou o aumento da quantidade de algo.

Já a palavra “mas” pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.

Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito. Por exemplo:

  • Nem mas, nem meio mas, faça já seus deveres de casa.

Como conjunção adversativa, por sua vez, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que foi dita anteriormente. Exemplo:

  • Estudo há anos, mas ainda não fui aprovado em um concurso público.

Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que, etc.

Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação. Exemplo:

  • Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que trabalhou anos como analista.

5. Agente x a gente

Acredite, esse é um dos erros de português mais comuns, embora a diferenciação entre os termos pareça muito fácil.

Em primeiro lugar, quando utilizamos o substantivo comum agente, queremos dizer uma pessoa que faz alguma coisa, ou seja, o agente da ação.

Em suma, pode indicar também uma pessoa que administra uma agência, um intermediário em negociações comerciais, um agente secreto ou um guarda policial. Por exemplo:

  • Eu sou Agente Fiscal de Rendas do estado de São Paulo.

Já quando utilizamos a locução pronominal a gente, queremos dizer nós, sendo uma locução semanticamente equivalente a esse pronome pessoal. Indica também todas as pessoas em geral.

  • A gente costuma estudar em grupo para concursos.

6. Cada

Esse é um dos erros de português mais comuns que quase ninguém percebe que fez errado.

O termo “cada” é um pronome que só se deve usar acompanhado de substantivo, vale dizer que só deve ser empregado como pronome adjetivo: cada homem, cada mulher. Exemplo:

  • São três provas de 80 questões cada uma. -> certo.
  • São três provas de 80 questões cada. -> errado.

7. Uso do apóstrofo

O uso errôneo do apóstrofo também é cometido por muitos concursandos. Em geral, vejo várias escritas erradas, como em: “Vou prestar concurso para os TRE’s”. A expressão correta é TREs.

Assim sendo, é necessário especificar quando o apóstrofo deve ser usado:

Para indicar contração ou aglutinação entre uma preposição e um elemento, quando este elemento pertencer a um conjunto vocabular distinto:

  • d’Os Lusíadas;
  • d’Os Sertões;
  • n’Os Lusíadas;
  • pel’Os Sertões.

Para indicar uma contração ou aglutinação vocabular, quando um elemento é forma pronominal e se quer lhe dar realce com o uso de maiúscula:

  • d’Ele;
  • n’Ele;
  • d’Aquele;
  • d’O;
  • n’O;
  • pel’O;

Nesses casos, a forma masculina, é aplicável a Deus, a Jesus etc.

Além disso, o apóstrofo é usado para representar a elisão das vogais finais “o” e “a” nos nomes de santos, quando importa representar essa elisão. Logo, é correto escrever: Calçada de Sant’Ana, Rua de Sant’Ana, ordem de Sant’Iago.

Por fim, o apóstrofo também é usado para indicar, no interior de certos compostos, a supressão do “e” da preposição “de”, em combinações com substantivos:

  • estrela-d’alva;
  • copo-d’água;
  • mãe-d’água;
  • caixa d’água.

8. Mais x maiores

Esse é um dos erros de português mais comuns entre os concursandos que não refletem se estão desejando informar quantidade ou tamanho na frase.

Um exemplo recorrente são as expressões “mais informações” e “maiores informações”.

O correto é usar a expressão “mais informações’, pois refere-se à quantidade, acrescentando mais detalhes e informações.

A palavra “maiores” é empregada para mensurar tamanho e peso e, portanto, está errada na sentença.

9. A ver x haver

Esse é um erro que, com toda certeza, irá descontar bons pontos na sua prova de redação ou prova discursiva se você cometê-lo.

Tem a ver é uma forma conjugada da expressão ter a ver, que é usada para referir algo que está relacionado ou diz respeito a alguma coisa.

Assim, tem a ver é sinônimo de:

  • está relacionado com;
  • diz respeito a;
  • tem relação com;
  • corresponde a;
  • tem que ver.

O verbo haver corresponde ao sentido de ter, de posse e, às vezes, pode ser conjugado no sentido de “existir”.

10. A x Há

Com o “h” o “há” representa uma forma do verbo haver. Assim, podemos utilizar o “há” quando o verbo haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”.

Além disso, essa forma verbal é conjugada na terceira pessoa do singular do presente do indicativo. Por exemplo:

  • Há muitos erros nesta prova.

Já o “a” é um artigo definido utilizado antes de substantivos e é diferente do “há” que indica um tempo passado, esse é utilizado para falar de uma ação futura.

Além do mais, ele é empregado quando estamos nos referindo a distância.

  • Daqui a três anos irei para o Paraná.
  • Estamos morando a cinco quilômetros do metrô.

Tome cuidado com a redundância do “há” e do “atrás”

Outro ponto de atenção é o uso de expressões como “há dois anos atrás”. Está errado porque o uso do “há” já denota sentido de passado, logo, o termo “atrás” torna a frase redundante.

Outros exemplos são: “elo de ligação”, “encarar de frente”, “entrar pra dentro” e “subir para cima”.

11. Desmitificar x Desmistificar

Sim, a palavra “desmitificar” existe e é um erro de português bem comum entre os concursandos.

Primeiramente, desmistificar significa retirar o caráter místico de algo, ou seja, retirar o caráter misterioso e enganador de algo. Como exemplo, podemos citar:

  • Mais cedo ou mais tarde iremos desmistificar suas mentiras.

Por sua vez, o verbo desmitificar se refere ao ato de desfazer um mito, de retirar o caráter de lenda de alguém ou de alguma coisa, como de uma entidade considerada superior, tornando-a comum.

  • É essencial desmitificar a extrema magreza como ideal de beleza.

12. Qualquer x Nenhum

Você não deve utilizar o termo “qualquer” em frases de sentido negativo, mas sim a palavra “nenhum”. Veja exemplos de errado e certo, respectivamente:

  • Não vejo qualquer risco de não me dar bem nessa prova.
  • Não vejo nenhum risco de não me dar bem nessa prova.

13. Mal x mau

Mau é sempre adjetivo, e significa “ruim”, “imperfeito”, que causa prejuízos. É antônimo de bom, faz o plural com maus e o feminino é má.

Já mal, pode ser classificada como advérbio de modo, quando significa “incorretamente”, “erradamente”. Nesse caso, é invariável e seu antônimo é o advérbio bem. Exemplos:

  • A luta entre o bem e o mal nunca acaba.
  • Comemos muito mal durante a viagem.
  • Nas histórias, as madrastas sempre são más, isto é, têm o coração mau.
  • Quem é mal-humorado está sempre de mau humor!

Em resumo, a prova de português não deve ser subestimada por quem acha que já domina a língua.

Como você pôde ver, são alguns erros bobos que podem comprometer a sua nota, por isso, estude muito!

Por fim, você tem dúvida em mais algum dos erros de português mais comuns que não foi sanada aqui? É só comentar que nós vamos tentar te ajudar!

Um abraço, Alexandre Meirelles.

Dúvidas ou comentários? Escreva no campo de “comentários” logo abaixo. Além disso, fique à vontade para compartilhar este artigo nas redes sociais:

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